quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Policiais do Rio de Janeiro: Heróis ou vilões?



Falamos muito da violência dos policiais no Rio de Janeiro, as incursões em favelas, os tiroteios, a truculência, a corrupção... Mas poucos falam do homem por trás da farda. Você acorda às seis da manhã, sai pra rua com um companheiro na viatura, o alvo, e no mar caótico da cidade tenta honrar o salário de fome com atitudes heróicas! E o psicológico?! E a família que espera em casa? As pessoas expostas diariamente num ambiente hostil tendem a ser hostis! Basta lembrar os ex combatentes do Vietnã no retorno traumático a América.

Toda a semana um novo enterro na corporação, mais de um, e todos se entreolhando sem saber qual deles estará deitado no próximo caixão. Não culpo ninguém, nem bandido nem polícia, são aquelas crianças de ontem, esticadas e fazendo bobagens. Faltou puxão de orelha? Não... Faltou carinho, sentimentos de HOMEM, e principalmente carinho governamental. Uns caras querem cheirar pó, os outros querem fumar, injetar, o outro quer voltar pra casa, sustentar a família. E todos querem dinheiro! Bom, se todos querem dinheiro, e ninguém tem, faltou carinho governamental. Não culpo nem polícia nem bandido: A polícia é o retrato dos governos faladores, e os bandidos são os bebês do descaso capitalista, da lei do umbigo (o meu umbigo primeiro).

Pegam-se dois cachorros filhotes: Um é tratado com amor, boa comida, bons tratos... Ao passo que o outro filhote é amarrado num canto escuro, vive preso, recebe pouco alimento e não sabe sequer o que é carinho; há de morder alguém! Mas não culpo ninguém, e se culpo, é a ignorância dos governantes todos! É fácil reclamar dos policiais, porém, eles vivem o dia a dia de um trabalho arriscado até para os fuzileiros Norte Americanos patrulhando o Afeganistão!

Policiais do Rio de Janeiro:Heróis ou vilões?
Vitimas. Como todos nós que não governamos ou decidimos nada.

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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

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