sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Trechos de um livro em andamento


Cinco dias sem dormir direito, escrevendo sem parar (rabiscão original quase pronto). Seguem trechos de mais um trabalho do Circo Pitz para a leitura dos amigos paquidérmicos:

Parte do capítulo quatro

Rótulos... Como nós amamos e detestamos os rótulos! No entanto, eles existem desde que o mundo é mundo, pois se constitui como necessidade maior do ser humano saber (pensar saber) para quem aponta o seu dedo opinativo diariamente. E como as cabeças não querem se aprofundar em minúcias - não conseguem, em geral -, o rótulo social pode vir de qualquer lado, por qualquer motivo ou razão aparente.

Um dia o ferreiro Grant, velho galês, bebeu tanto que acordou abraçado com uma cabra. No seu vilarejo, ficou conhecido como “Grant - O ferreiro das cabras”. Vladimir falou sobre a vida fora da Terra com algumas pessoas que ignoram o assunto; desde esse dia, para aquela unidade de convívio, ele se tornara “Vladimir Espacial - O rapaz de Saturno”.



Parte do capítulo dez

Penso mais uma vez sobre estar apático. Porque eu estaria apático?
Os assuntos! É isso, Letícia devia estranhar os temas com que eu trabalho.
Já que eu li uma série de bêbados e desventurados, eu deveria ter iniciado minha carreira literária com alguma história semelhante. Esse A Morte do Cozinheiro ninguém vai publicar. Por quê? Eu quis saber. Porque ninguém sabe que merda é essa e o que acontece direito até o ponto final. Não tem diálogo. Parece poema correndo. E o cara xingando o coitado o tempo todo, fumando maconha, está com algum encosto!! Nisso eu perguntei: Então o que falta para esse livro ser publicável?! Primeiramente, escrever outro melhorzinho. Bem, deixemos Letícia pra lá... Eliza também... E tudo mais! Dane-se! Se o livro é tão maluco assim façam uma fogueirinha para marshmallows no quintal de casa!


Parte do capítulo onze

Eu ainda me preocupo muito com a imagem externa, por isso me irritei quando me vi tão esquisito por fora. Quando vou a palestras ou sou convidado para conversar com algum editor, volto pra casa lembrando meu comportamento depois, pescando alguma merda que eu possa ter falado (sempre tem uma fresquinha no anzol), e vou me sentindo um idiota completo.

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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

Obrigado pelo incentivo de todos.