segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Vampiro de Cuspe, Suor e Lágrimas


Conto de Allan Pitz



Parte 1


- Traz uma gelada, Juquinha! Hoje estou topando até cerveja.

- Positivo, Matheus!

Ahhh! Grande golada na tulipa suada! Outra e outra: ahhh...! Fiquei ali mesmo pelo Baixo Méier, bebericando uma cervejinha aguada numa tarde quente de verão, observando as pessoas andando, e buscando um pouquinho de alguém para escrever meus personagens. O mundo real é uma plantação infinita de boas histórias possíveis. Posso ver claramente, estampadas nos rostos que passam, várias histórias interessantes para se contar. Fantasiar, meus caros... É melhor explicar o que faço realmente: vejo as pessoas, e para além do que elas me refletem, de primeira (ou nem tanto), eu crio o diálogo que podem estar travando consigo mesmas em silêncio: as contas, o futuro, a vida, o tesão, a motivação. Qual é a deste indivíduo? Qual é a daquele? O que estão planejando?

No centro da cidade, então, é uma praga... Penso quando vejo os engravatados correndo: Ah, cara, me conta sobre o teu projeto Planeta Terra, vai? Não é possível que seja só isso pra ser um homem e morrer aqui, puta merda... Mas a vida de hoje é isso: trens e trilhos; é bem por aí. Eu deveria estar ali no trilho com eles, pois a sociedade contempla a arte, mas raramente os pobres artistas que a fazem brotar. E se não contemplam artistas, têm sorte de que no mundo ainda exista arte pulsando. Ela vem aliada à teimosia nobre, e não à caridade dos outros (vejam na biografia dos grandes artistas da humanidade).

- Posso me sentar?

Um coroa de cabeleira grisalha, mais parecendo um passarinho perdido no vento, apoiando-se numa gasta bengala marrom envernizada, resolveu sentar-se à minha mesa. Usava um patético casaquinho cinza de lã abotoado, e calça comprida preta naquele calor: devia ser um louco de pedra!

- Oh, cara, não vou pagar nenhum gole pra você. Não é por mal, apenas estou quebrado. Sacou?

- Oh, não, deixe que eu peça outra rodada, cavalheiro!

- Opa. Então senta aí, velho guerreiro! – Puxei uma cadeira pra ele.

- Muito obrigado, meu jovem. Eu sou apenas um coroa, como a garotada gosta de dizer, em busca de conversa fiada e uma geladinha. Entende?

- Então somos dois, meu velho. A diferença é que sou um coroa de 28 anos. O que deve ser bem pior, já que a tal juventude idolatrada por vocês me escapou tão rápido.

Ele se apresentou como Resende, apenas Resende, cara simpático; disse que já tinha tantos anos vividos que não se lembrava mais.

“Que ferrado”, pensei. “Não quero envelhecer tanto a ponto de esquecer tudo que vivi. Seria sacanagem.”

- Não está com calor, Resende?

- Ah, não, esse clima não me fode mais. Já me acostumei com ele.

- Você é brasileiro?

- Hoje em dia, sim, posso me considerar um aposentado cidadão brasileiro. Você não está trabalhando hoje?

- É claro que estou! Não está vendo? Preste bem atenção (fiquei paradão olhando a rua).

O velho adquiriu uma cara de espanto (agora o louco era eu). Então, continuei:

- Estou vendo cenas. Estou parado vendo gente em movimento. Estou pensando, gastando o meu tempo comigo. Isso vai se transformar em papel depois.

- Oh, um escritor filósofo à moda antiga?

- Sim, e autodidata vulgar; um grande vagabundo...

- Meus pêsames.

Brindamos a isso.

- É, mas em breve terei de trabalhar. Estou aqui pensando nisso também.

- Você acha ruim?

- Acho. Não quero ajudar a comprar o carro zero poluidor de nenhum babaca comedor de mocinha boba. Nem doar minha vida para que ele passeie na Disney.

- Eu entendo... Minha raça, assim como muitos escritores, sempre prezou pela própria liberdade. Não é à toa que saímos da Romênia, mudamos nossos hábitos. Queríamos a liberdade do sol, do calor, de estar com as pessoas diurnamente! Tomar uma gelada, ver as meninas na praia. Queríamos ser um povo livre!

- Qual é, vovô?! Não mete essa de fantasia fantástica pro meu lado. Quem ouve pensa até que o senhor é vampiro.

- E não sou?! Sou um vampiro velho, meu jovem... Falo isto, pois o senhor, sendo escritor, deve ter a mente ampliada para entender qualquer coisa que lhe digam.

- Porra; exigem tanto da gente, não acha...?

- O senhor não acredita que eu possa ser um velho vampiro imigrante?

- Estou tentando, meu amigo, mas não consigo imaginar o senhor chupando nada... Putz... Nem quero pensar muito nisso!!

- Pois eu lhe provo.

- Não, pode parar; não quero esse papo pro meu lado. Tem milhões de escritores que se encantariam mais com esse encontro maluco. Vou dar no pé.

Fiz menção de levantar e o cara começou a querer explicar melhor tudo aquilo. Fiquei curioso, admito. Relaxei na cadeira.

- Não bebemos sangue, rapaz! Nem machucamos ninguém, ao menos não fisicamente. Nós, os antigos Iordannescu de Satu Mare, nos alimentamos de cuspe, lágrima e suor.

- OK. Você venceu, Resende.

- Victor Iordannescu... – sussurrou o velho.

- Tudo bem, Victor... E como você pode provar isso? Eu não vou chorar, nem cuspir em você, e tampouco deixar que lamba meu suor ou algo assim, então... Será a sua palavra contra a minha restrição.

- Venha comigo, rapaz, minhas filhas te mostrarão como funciona.

- Não mete essa, cara (só agora reparo no quanto esse velho se parece com o Dalton Trevisan nas raras fotos)... Tu deve ser um psicopata antigo, bem letrado no ramo... Ou um viado velho com tesão de caçar em botequim.

Agora o cara se enfezou. Levantou e bateu com a mão na mesa falando alto. As veias azuladas do rosto branco saltavam, furiosas. A garrafa de cerveja caiu e rolou no chão.

- Ora, que despautério! Esse é o motivo de ninguém querer os seus livros: você tem a mente fechada; é um inculto, um boçal arrogante e prepotente! Até mais, Matheus Fritz.

“Como ele sabe o meu nome?”, pensei.

- Tá bem, Victor, tá bem, fique mais calminho aí!! (Todos já observavam o escândalo da dupla). Não é fácil acreditar em lendas, mas eu posso tentar.

- Sim, eu sei, mas você tem a língua muito suja!

- Pois é... Onde você mora?

(Acalmando-se):

- Moro naquele prédio ali.

- Me desculpe, cara. Vamos lá. Suas filhas são bonitas?

Victor respondeu, enquanto pagava a conta (Juquinha, o garçom, ficou nos olhando com bastante curiosidade e atenção):

- Sim, são jovens altas, brancas e belas, como a neve nas velhas montanhas. Mas seus corpos são quentes, suas bocas sabem como satisfazer suas gulas carnais. São perfeitas as minhas vampirinhas.

- Beleza. Mas não vá me aprontar, hein, Victor. Estou meio cabreiro contigo...

- Confie em mim! Somos uma raça desertora pacífica. Descobrimos um método para reformular as necessidades. Na verdade, é o sangue que nos aproxima da escuridão eterna. Sem ele somos quase normais.

- Tá legal...

Fomos caminhando para o apartamento do vampiro aposentado que encontrei tomando cerveja; que diabos...




Parte 2



Assim que o velho abriu a porta do apartamento bem ajeitado (tinha até arranjos de flores, mesinha de centro com cristais, sofá branco de couro, almofadinhas vermelhas de coração), eu quase morri. Quatro belas mulheres trajando roupas mais do que confortáveis (camisolas brancas curtinhas, e só) saltaram diante dos meus olhos. Três ruivas e uma loira (a mais alta delas). Duas estavam lendo revistas de moda; uma assistia TV; enquanto a outra lixava as unhas do pé esquerdo.

- Opa! Boa tarde, doutoras! – eu disse. Elas pareciam felizes em me ver. De súbito me bateu um puta medo de que fossem canibais. Eu seria uma caça das boas. Mas a carne já estaria cheia de nicotina, camadas de gordura... Não deve valer muito não.

Victor fez as apresentações. Disse às meninas que eu era um grande escritor não reconhecido, e que fora até ali para comprovar a história que ele havia me contado no bar. As meninas sorriram: Yvana, Nadesda, Nastenka, e Ecaterina (A loira gigante).

Rapidamente me sentaram no meio do sofá, ficando assim duas senhoritas de cada lado. Legal... Todas bem perfumadas com uma essência suave, relaxante. Victor trouxe outra cerveja e sentou-se em uma cadeira de frente para nós. Começou o seu discurso:

- Sabem, meninas, o nosso escritor aqui me deu um grande voto de confiança hoje...

- É, paizinho? – perguntou Ecaterina, olhando nos meus olhos e sorrindo com malicia.

- É, mãezinha... Ao invés de me chamar de Saci-Pererê ou Boitatá, ele veio até aqui para descobrir se somos vampiros ou não.

Nessa hora fiz questão de alertar:

- É, mas não quero nada com sangue... O Victor falou que vocês se alimentam de outra coisa.

As quatro sorriram em coro. Yvana sussurrou no meu ouvido... Não sei o que ela disse, mas meu coração deu uma acelerada meio que brutal imediatamente, foi instantâneo. À minha esquerda, Nadesda fez o mesmo, e dessa vez a sensação foi de calor extremo.

Victor prosseguia com ares de menino orgulhoso:

- Suor... Começaremos pelo suor. Vamos mostrar a ele, meninas.

Victor bateu palmas e todas as janelas e cortinas se fecharam. Até o som parou. Seus velhos olhos azuis se tornaram totalmente negros. Olhos de asfalto.

- Jesus, Maria, José!!! – gritei - Vá se ferrar, Victor!! Olhe pro outro lado com essa porra desse olho!

- Agora, está começando a acreditar, não é?

- Ao menos que você deve ser um primo distante do diabo... Nisso eu já creio!!

Os sussurros... As quatro falavam no meu ouvido sem sair do lugar. Falavam dentro da minha mente, reeditando as palavras que eu deveria pensar ou dizer.

- Relaxe - disse Victor.

Logo a seguir as garotas começaram a se despir num balé perfeito. Mas ainda que eu quisesse muito participar da festinha, não daria pé. Estava paralisado no sofá. Virei um boneco daquela turma doida. Fiz força para me mexer. Não adiantava.

O calor já estava insuportável. Ecaterina olhava pra mim e o calor só aumentava. Sabe-se lá como, e eu já estava deitadão no sofá, apenas de cueca. Todos tinham o mesmo olhar diabólico tomado pela cor do asfalto. Yvana aproximou-se, mostrou-me o dedo indicador, sua unha cresceu uns nove centímetros e dobrou as laterais para cima, ficando como uma canaleta de boliche, ou uma calha de telhado. Estavam os quatro rostos quase grudados no meu, o calor me torrava o cérebro. Yvana usou essa unha nova para recolher o suor do meu corpo, e em seguida degustar como se fosse o néctar da vida... Seus dentes caninos cresceram. Ela sorria, inebriada, com os olhos momentaneamente fechados.

Victor, em sua cadeira, quis saber:

- Está gostoso, mãezinha?

- Está, paizinho... Tem gosto de indisciplina... Mau menino, menininho muito, muito mau. – E me deu bofetadas no rosto.

Nastenka veio provar também, seguida por Ecaterina e Nadesda, todas com as unhas especiais de beber suor. Enquanto provavam um pouquinho de mim, seus caninos cresciam; a pele das sacanas até melhorava, ganhando brilho, cor. Sugaram até a última gota de suor. O calor se foi.

- Isso, isso! - disse o velho - Agora vamos fazê-lo chorar. Bebam suas lágrimas imundas, minhas filhas, bebam!!

Na minha cabeça o passado e o futuro fizeram o presente desaparecer. Estava num labirinto de lembranças tristes, realçadas para serem ainda mais tristes, e nada poderia fazer meu cérebro parar de processar as imagens ruins. “OK, vou facilitar”, pensei. Deixei as lágrimas caírem e me ajudarem a desabafar tudo aquilo. Logo após Victor bater palmas, meu corpo foi levitando no ar, parando a um metro da mesinha de centro. As vampiras, agora, possuíam a ponta da língua bem fina e com uma espécie de microaspirador de pó, que utilizavam para beber minhas lágrimas, pelos cantos dos olhos.

- O que estão sentindo?! Digam-me, o que sentem nas lágrimas desse bastardo?! − perguntou o velho.

- São novas. São lágrimas novas – disse Yvana – Esse aqui já chorou demais. Coitadinho...

- Ah, que delícia!! Então, não faltarão cuspes no final, esse deve ser um rapaz com raiva do mundo inteiro!

- Foram as melhores lágrimas da minha vida, e olhe que eu já tenho 300 anos, Paizinho – disse Nadesda.

Um bando de vampiros, o “paizinho e as mãezinhas”, num apartamentozinho do Méier. Quem acreditaria em mim? Ninguém!

Após um tempo eu desci devagar e fiquei de pé, desbloqueado daquele poder paralisante. As quatro danadas começaram a me beijar e agradecer. Seus olhos voltaram ao normal. Permaneceu apenas o velho Victor com o mesmo olhar amaldiçoado, sentado na cadeira. Ofereceu-me a mesma cerveja que abriu quando chegamos.

- Está quente – retruquei, segurando a garrafa.

Ele apontou para a garrafa aberta em minhas mãos.

- Está gelada, obrigado... (dei um gole daqueles!)

- Não há de quê. Eu é que devo lhe agradecer por alimentar minhas filhas!

- Não foi nada, Victor. Estou pensando em ficar aqui hoje e ajudar um pouco mais.

As garotas gostaram de ouvir isso, se apertaram mais ainda em mim enquanto eu beijava suas testas. Não me desagradava em nada a ideia de ser o outro paizinho por ali.

- Está bem, você terá sua noite de Rei. É nosso amigo. Mas e eu? – indagou o velho.

- Opa! Eu falei que tinha minhas restrições, cara.

- Cuspa em mim, Matheus, você consegue fazer isso sem hipnose. É só cuspir nesse pobre velho!

- Ah, cara...

As doidas começaram os sussuros: Cuspa... Cuspa... Cuspa...

- Que doideira... Que inferno... Tá bom!

Dei outro gole dos grandes e parti de cusparada pra cima do velho. Ele foi tirando o casaco, a calça, a blusa.

− Mais!! Mais!! Cuspa-me, seu desgraçado!! - ele dizia; seus caninos começaram a crescer.

E eu cuspia, puxava de dentro da incompreensão os maiores escarros que conseguia. Cuspia em sua cara, e o desgraçado pedia mais. Estava em transe, estava louco. Depois se jogou no sofá como se tivesse atingido o seu ápice de prazer e satisfação. Bateu palmas e as coisas voltaram ao normal. Janelas abertas, cortinas idem, ventilador ligado...

Ficamos até a manhã seguinte enchendo a cara e falando vulgaridades. Tudo era ruim na sociedade atual, dizia Victor.

- Não posso deixar minhas filhas saírem muito. Sempre tem um engraçadinho querendo bancar o valente sedutor. Só a Ecaterina teve de matar sete no mês passado. Vou sair do Rio.

- Talvez seja melhor para vocês... - respondi.

Ainda tentei o ato heróico de dormir com as quatro beldades, mas meu carro quebrou logo, e só consegui algo com Ecaterina e Nastenka. Não vou narrar: estava nervoso e não fiz lá uma grande apresentação de macho.


Fui embora. Dois dias depois voltei ao local para matar a saudade das vampirinhas e do meu amigo Victor, mas o porteiro me impediu.

− Alto lá! Aonde pensa que vai? O apartamento 13 está vago há seis anos. – Ao dizer isso, me encarou sério. Não se lembrava de mim.

Voltei ao mesmo bar. Juquinha não quis me servir.

- O que é isso, Juquinha?! – estranhei.

- Nem pensar, noutro dia você desembestou de falar sozinho aí na mesa. Quebrou uma garrafa e assustou meus clientes. Pode vazar desta porra! De maluco aqui já basta eu!

Devo estar louco de verdade...

8 comentários:

  1. Muito bom esse conto *-* Amei!!! Totalmente Pitz (sério... acho que essa é a única palavra capaz de descrever suas obras...)

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  2. Que bom, Nanie!!! Rsrsrs.
    Gostei do "totalmente Pitz"!

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  3. Olá Allan você tem algum e-mail para que eu possa entrar em contato contigo? Agradeço.

    Bijinhos

    Loraine

    Primeira Pagina-http://pploraine.blogspot.com/

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  4. Allan!

    Te procurei bastante tempo, principalmente depois de participar de umas 300 promoções com teu livro. Mas agora que achei o blog vou passar sempre por aqui!

    Entra no meu blog também, se tu gostar podemos conversar sobre A Morte do Cozinheiro *-*.

    http://janinestecanella.blogspot.com/
    @nine_stecanella

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  5. Oi, Nine!

    E nessas 300 promoções não rolou nada?! Ah, eu sou craque em 'não ganhar' nos sorteios... Nem participo mais...Rss.

    Poxa, o seu blog é fantástico (estou seguindo), e seria uma grande divulgação para o meu trabalho. Só que os livros do Cozinheiro para parceria já estão esgotados. Estou esperando o próximo lançamento em março(Estação Jugular - Uma Estrada para Van Gogh)para divulgá-lo bastante, retomando os envios promocionais.

    Fico feliz que tenha me encontrado aqui!!
    Até breve!

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  6. Oi Loraine!

    Só vi seu comentário para moderar agora.

    Anote aí: apitz100@yahoo.com


    Bjos!

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  7. Allan! Vi tua foto lá e nem acreditei! Sim! Eu participei de todas que e não ganhei nenhuma. Aliás, eu ganhar uma promoção é um milagre, sem exageros! Já que não tem o Cozinheiro espero pelo próximo, enquanto isso tento fazer alguém me dá!

    :)

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  8. Nine!
    Tento estar próximo da maioria dos leitores e divulgadores; quando eles me procuram eu boto logo a carinha barbuda lá no blog deles. Rs! Justamente para ficarmos em sintonia de informações. O Estação será lançado em março!! Esse já é seu, garantido.

    Bjos!

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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

Obrigado pelo incentivo de todos.