terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Descubra por que suas metas de final de ano raras vezes se realizam - Por Jacob Pétry


Aprenda oito princípios que mudarão seu conceito sobre metas e objetivos e adote os hábitos das pessoas que atingem um desempenho extraordinário na vida


Uma das coisas mais fascinantes que aprendi na vida é estabelecer objetivos. Há uma magia em traçar metas e colocá-las no papel. Uma poderosa força psicológica, espiritual e emocional é ativada quando traçamos propósitos e agimos no sentido de realizá-los. As coisas passam a acontecer, a mudar. Com o tempo, problemas se resolvem, desejos e necessidades são satisfeitas. Não há nada no mundo como chegar aonde se quer chegar, alcançar aquilo que se busca, resolver um problema ou fazer algo que você sempre quis fazer. Objetivos criam interesse e entusiasmo pela vida, nossa energia aumenta, se multiplica. A seguir, ofereço oito princípios que lhe ajudarão a estabelecer suas metas de uma maneira eficaz e eficiente.

1.Crie um estado de gratidão

O primeiro passo é partir de um estado de gratidão. Isso significa fazer as pazes com a vida. Não resista diante de tudo que você não tem. Seja grato pelo que você tem. Temos o hábito de criar metas sobre nossas insatisfações. Insatisfação cria resistência. Não há como ser grato quando você está insatisfeito. Quando você está insatisfeito, acha que o mundo lhe deve alguma coisa. Gratidão é um estágio interior, um sentimento, um pensamento. O pensamento é uma coisa física e real, ele possui um impacto sobre como você se sente e como se comporta. Seu sentimento e seu comportamento geram suas ações, e suas ações, geram seus resultados. Crie uma atitude de satisfação e agradecimento mesmo por aquilo que não está como você quer. Aceite as coisas como elas são, sem julgá-las, e depois, trace metas para mudar o que você quer mudar.

2. Não confunda causa e efeito

Não crie metas como: “quero emagrecer 10 quilos!”. Quando você faz isso confunde causa e efeito. A causa sempre antecede o efeito. Emagrecer não é causa, é um efeito. Se você quer um efeito, estabeleça metas sobre a causa que lhe dará o efeito desejado. Se a intenção é emagrecer, estabeleça, como meta, a causa que trará esse efeito. Por exemplo: o que é preciso para emagrecer? Uma dieta e um programa de exercícios. Estabeleça como meta uma dieta balanceada e um programa de exercícios e se foque nisso. O emagrecimento virá como conseqüência.

3. Saiba a diferença entre objetivo, estratégia e tática

Suponha que seu sonho seja trocar de carro. O objetivo é a meta maior, mais ampla, ou seja: trocar de carro. Ora, trocar de carro é fácil, se você tiver dinheiro não precisa nem estabelecer a meta, basta fazê-lo. Se você estabelece a troca de carro como meta é porque, nesse momento, há um obstáculo a ser superado; a falta de dinheiro. Portanto, para realizar seu propósito, você precisa criar uma estratégia para conseguir mais dinheiro. Estratégia é o plano para realizar nosso objetivo, ou seja: como conseguir o dinheiro necessário para comprar o carro. Tática são os pequenos passos que compõem a estratégia e que, na verdade, nos levam ao objetivo.

4. Evite excessos

Não inicie quinze novos projetos no dia 1 de janeiro. Nem Deus, que é Deus, criou o mundo em um único dia. Seja tolerante com você mesmo. É muito melhor assumir compromissos pequenos, mas cumpri-los, do que estabelecer objetivos enormes e fracassar. Em questões que envolvem hábitos, a consistência sempre é mais eficaz que a intensidade. Não importa o tamanho da árvore, se você der uma machadada cada dia, algum dia ela irá cair. Não tente fazer num dia tudo o que você não fez em cinco anos. Metas são coisas que queremos hoje, ao longo dessa semana, ao longo desse ano, ao longo de cinco anos e ao longo da vida.

5. Não confunda tempo cronológico com tempo psicológico

Estabeleceu uma meta para ser atingida no dia 30 de julho? Não sofra por antecipação. Não passe o tempo inteiro se perguntando se vai atingi-la ou não. Isso cria angustia e stress que irá comprometer seu desempenho. Estabeleça um objetivo e desenvolva um programa envolvendo estratégias e táticas. Foque-se nas táticas, dê o melhor de si a cada dia sem se importar tanto com datas. De tempo em tempo, faça avaliações para ver se está no caminho certo e, se necessário, faça ajustes. Mas curta a jornada. Não tente controlas as metas, as coisas acontecem quando for o tempo certo, quando estivermos prontos.

6. Tire proveito do efeito acumulativo

Assim como o sucesso, o fracasso é acumulativo. Por isso, crie um clima de vitória, de sucesso. Estabeleça pequenas metas e comemore sua realização. Diz a Bíblia que Deus, no princípio, criou o céu e a terra e que, a terra era vazia e sem forma; que trevas cobriam a face do abismo. E que Deus, então, disse: haja luz, e assim criou a luz e viu que a luz era boa, e separou a luz e as trevas, criando o dia e a noite. Depois, no outro dia, criou o firmamento e depois, separou a terra das águas. E, diz a Bíblia, que a essa altura, Deus viu que ficou bom. Ora, quase não havia nada, Deus ainda estava no começo, mas já se sentia satisfeito! Ele viu, que, o que havia feito até ali, era bom! Como Deus, talvez, você tenha que olhar para tudo que fez até aqui e dizer: ficou bom! E a partir daí, se motivar para fazer os ajustes. Sinta-se satisfeito sempre, até mesmo por tentar e não conseguir, e, tentar outra vez. Nunca permita assumir um sentido de derrota. Veja sempre o lado bom, e tente outra vez.

7. Evite o erro da racionalização

Não crie argumentos para justificar o não cumprimento das suas metas. Se você estabeleceu um programa de exercícios físicos e, em determinado dia, teve que suar muito para limpar a garagem, não use esse esforço extra como argumento para comer uma caixa de bombons, beber meia dúzia de cerveja ou não ir a academia. Seja honesto com você. Sem desculpas, sem truques, sem mágica. Um pequeno esforço extra o fará sentir orgulhoso e íntegro, se mesmo assim, cumprir suas metas. As desculpas nunca se justificam, pelo contrário, nos dão um sentido de fracasso e frustração. Mantenha-se, acima de tudo,o tempo todo, fiel ao compromisso assumido com você mesmo.

8. Saiba que você é o responsável

Você é o responsável por tudo que acontece na sua vida. Você é responsável pelos resultados que produz, pela qualidade das suas relações, sua saúde, seu estado físico, sua renda, suas dívidas, seus sentimentos, enfim, por tudo. Sei que aceitar isso não é fácil. Se fosse, você já teria mudado o que não está bom. Porque, assumir a responsabilidade é, também, assumir a culpa e, ao mesmo tempo, o controle. Se você não é responsável, não tem controle e, por isso, não muda. Somos condicionados a culpar fatores externos e nos isentar da responsabilidade. Por isso reclamamos, culpamos, julgamos e vivemos insatisfeitos e frustrados. Mas se você admite que você é responsável pelos seus resultados, está livre para mudar as circunstâncias atuais e construir a sua vida do jeito que quiser.



Sobre o autor:
Jacob Pétry é jornalista, consultor, conferencista e escritor brasileiro radicado nos Estados Unidos. É autor de 5 livros. Em 2010 lançou pela editora Lua de papel, o livro O óbvio que ignoramos, um sucesso de venda e de público. Saiba mais clicando aqui:


www.jacobpetry.com
www.oobvioqueignoramos.com
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Apátrida - Ana Paula Bergamasco



Apresentação


Uma pequena vila na Polônia. Uma menina repleta de vida. Um encontro. Vidas Ceifadas. Sonhos Destruídos. Infâncias Roubadas. As recordações da personagem Irena amarram o leitor na História do Século XX. Baseado no estudo dos fatos que marcaram a época, o palco da narrativa é a conturbada Europa pós Primeira Guerra Mundial, culminando com a eclosão da Segunda Grande Guerra e a destruição que ela provocou na vida de milhões de pessoas. A narradora conduz a exposição em primeira pessoa, e remete o leitor a enxergar, através de seus olhos, o cotidiano a que ficou submetida. É um relato humano, sincero e envolvente que revela a passagem da vida infantil feliz da menina, para o tumulto da existência adulta, cheia de contradições. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura de 2009.



Palavra de Allan Pitz:


O livro ultrapassou voando o "ser bom"; ele é ótimo! Quando a queridíssima Ana Paula me propôs a troca de livros, jamais imaginei que receberia um presentão de fim de ano como esse. Repetirei aqui o mesmo que disse a ela: "Apátrida é a última pedra sobre o assunto de os livros nacionais não terem o mesmo nível dos estrangeiros (dúvidas? Compre urgentemente:
http://www.apatridaolivro.blogspot.com ).

Em Apátrida, Bergamasco literalmente salva a pátria com uma história que poderia muito bem ter saído de nossos maiores selos editoriais, ou importada a peso de ouro por eles. Somos conduzidos para a trama através dos olhos e sentimentos de Irena, uma jovem polonesa que vivera sua mocidade lado a lado com os horrores da Segunda Guerra Mundial.

Mas não pensem vocês, que ficaremos somente naquele mar de suásticas, violência e gritaria em alemão; nada disso! Irena é real em nossas mentes desde a primeira página, e o que vemos depois disso nada mais é do que a vida fantástica da moça (minha heroína), independente da maldita guerra. Por isso a obra se faz tão espetacular... A guerra invadiu a vida da doce Irena, e não o contrário. A guerra é uma intrusa, ordinária, vil, na história dessa personagem maravilhosa, que já reservou seu espaço cativo no meu coração. E que sem dúvida alguma, entrará no coração e na alma de cada leitor.


Vídeo curtinho mostrando a covardia das tropas nazistas para invadir um país sem poderio bélico:






"(...)pensei estar diante de mais uma obra que procurava romancear sobre um tema já clichê no universo da cultura(...) Mas a leitura das primeiras páginas demonstrava o cuidado da autora em descrever o universo em que seus personagens se moviam: os nomes populares de casas, quartos, vilas, os pronomes de tratamento usados por poloneses, judeus, alemães, imediatamente nos revelam os anos de pesquisa da autora para poder penetrar esse universo tão distante do nosso.
O cenário não poderia ser mais problemático: a Polônia do Entre Guerras(..) De um lado a Alemanha nazista(...) de outro a antiga União Soviética.
Aqui reside um dos elementos mais saborosos do livro: a veracidade dos fatos narrados."

Edison Minami
Doutorando em História Social pelo DH-FFLCH-USP




Sobre a Autora

Ana Paula Bergamasco

Paulista, descendente de imigrantes italianos e espanhóis, sempre buscou compreender as adversidades que os assolaram quando aportaram no Brasil. Cursou direito na Faculdade de Direito da USP. Nesta, desenvolveu projeto de pesquisa na área de direito internacional cujo objeto de estudo foi a possibilidade da pessoa humana ter direitos perante o sistema jurídico internacional. Recebeu uma menção honrosa da USP e participou de um Congresso da Rutgers University - USA. Cursou pós-graduação de Direito Tributário na PUC-SP e Direito Contratual no IICS_CEU, onde hoje é professora. É mestranda em Direito na USP. Contudo, a ideia de realizar um sonho de infância e transformar todo o estudo histórico num romance somente veio a se concretizar agora, com o lançamento de Apátrida. Feliz, afirma que com ele, de certa forma, completou um ciclo de sua vida. A árvore já havia plantado, ainda criança, no jardim de sua doce avó materna. Filhas, ela possui duas, que lhe deram a plenitude de ser mulher. Com Apátrida, inicia uma nova fase: além de mãe, advogada e mestranda, a de escritora. E, para sua surpresa, com o reconhecimento de ser o livro finalista do Prêmio SESC de Literatura de 2009.
http://www.apatridaolivro.blogspot.com
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domingo, 19 de dezembro de 2010

Jukebox de Psicopata: A Morte do Cozinheiro



As três músicas mais tocadas no radinho neurótico do Luiz Aurélio (assassino doidão e confesso), enquanto ele planejava matar o cozinheiro:



1°) Stuck in the Middle with you - Steelers Wheel (as melhores do K-billy)- Música preferida de Luiz Aurélio durante as crises de paranóia e ciúmes. A letra, curiosamente, fala em "ficar preso no meio com você" com muita insistência. Essa música serviu para uma clássica cena de tortura no filme Cães de Aluguel.







2°) Du Hast - Rammstein - Clássico da banda alemã Rammstein, onde encontramos na letra uma espécie de cobrança excessiva por fidelidade. O cantor repete diversas vezes "você me odeia, me tem", "Você odeia". O clipe da música é altamente psicológico.







3°)"Rádio Blá" - Lobão - A letra fala de um amor incontrolável, dominador. Em maio de 1987, Lobão foi preso por porte de drogas e permaneceu encarcerado na Polinter (RJ) por 32 dias. Durante este tempo, recebeu o diretor Boninho e sua equipe para a gravação deste videoclipe. Nada poderia representar melhor um amor encarcerado.
O Clipe foi exibido no "Fantástico" em 1987.








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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Promoção surpresa: Resultados!


Bem, eu estou desde ontem tentando postar esse resultado, mas o computador aqui de casa não me ajudou em nada. Escrevi os 33 números num papel, recortei, e gravei o sorteio em vídeo. Mas, infelizmente, eu não consegui passar para o computador. Vou treinar tudo isso, para uma próxima vez. Pois é...

Para não adiar mais, vamos aos números que eu sorteei no tal vídeo enfadonho:

1° - 14 (Bruna Schappo) Leva um exemplar autografado A Morte do Cozinheiro, mais um livro surpresa e um cartão de natal. Hohoho!

2° - 1 (Hélio Sena) Leva um exemplar autografado A Morte do Cozinheiro
e um cartão de natal!

Confirmem comigo no e-mail: apitz100@yahoo.com até domingo. Não deixem de escrever o endereço para envio.

Muito obrigado a todos vocês que participaram. O próximo ano será bem movimentado aqui no Paquidermes!

E parabéns aos vencedores, Bruna e Hélio!
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Morte do Cozinheiro na Revista Fantástica!


Saiu na Edição nº4 - outubro/novembro
da Revista Fantástica, uma matéria bem legal falando sobre os livros pequenos (em número de páginas) que se destacaram em 2010. A matéria veio seguindo outra, que abordou o tema dos livros pequenos na edição anterior, e foi guiada com extrema inteligência pelo Editor - Chefe da Revista, Luiz Ehlers.

Com matérias amplas, e uma livraria exclusiva de autores nacionais, dentro da própria revista, a Fantástica promete crescer a cada dia, e servir de link obrigatório para união, e divulgação da nova ficção nacional.

A Matéria vai da página 40 até a 45, com o nome: Pequenos Livros, Grandes Ideias. Onde dá destaque aos livros A Morte do Cozinheiro (Allan Pitz), Antes do 174 (Janda Montenegro), e O Rei Camaleão (Christian David)

Não deixem de ler e divulgar a Revista Fantástica!
Link da Fantástica: http://revistafantastica.webs.com

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cientista comenta "bactéria alienígena" anunciada pela NASA


Depois de ler a notícia, você pode assistir ao filme Eram os Deuses Astronautas?, no Cine Paquidermes.


Morgan Bettex - MIT - 07/12/2010


No último dia 2, a NASA anunciou a descoberta de uma bactéria que pode crescer em uma dieta de arsênio e, portanto, não compartilha os blocos de construção biológica tradicionalmente associados com as formas de vida que conhecemos.

A descoberta levanta a possibilidade de que podem existir organismos em configurações que não se acreditava serem possíveis - nem aqui na Terra e nem em outro lugar.

Sara Seager, professora de Ciências Planetárias do MIT, estuda organismos conhecidos como extremófilos que podem viver em ambientes extremos.

Seu trabalho é parte de um esforço para procurar vida em planetas fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas.

Ela falou sobre a descoberta - e o que essa descoberta significa para a busca de vida em outras partes do universo.

P. Como esta descoberta pode impactar nossa compreensão corrente de como surgiu a vida na Terra?

A nova descoberta é sobre bactérias que podem substituir o fósforo por arsênio nos elementos fundamentais constituintes das células. O arsênio e o fósforo são quimicamente semelhantes.

Nessas bactérias, o arsênio está associado com os ácidos nucleicos e com as proteínas de uma maneira que levou os pesquisadores a sugerirem que o fósforo está sendo substituído pelo arsênio na cadeia de DNA da bactéria.

Contudo, descobertas extraordinárias exigem provas extraordinárias, e dados mais detalhados serão necessários para se chegar a conclusões mais robustas.
Cientista comenta
Um experimento realizado na Estação Espacial Internacional revelou que alguns animais e plantas sobrevivem até 18 meses no vácuo do espaço.

Por si só, a nova descoberta não sugere nada de novo para a compreensão da origem da vida na Terra.

O arsênio como um bloco de construção bioquímica é quase certamente uma adaptação, e não um remanescente de um cenário diferente para a origem da vida.

A conclusão é, no entanto, verdadeiramente entusiasmante ao mostrar que a vida pode existir fora das verdades tradicionais que têm sido convencionalmente aceitas até agora.

Os pesquisadores vão, sem dúvida, procurar por evidências que sustentem a existência de uma "biosfera sombra", uma biosfera microbiana com formas de vida que nós ainda não reconhecemos porque elas poderiam ter uma bioquímica radicalmente diferente.

Uma biosfera sombra significaria uma "segunda gênese" - uma origem e uma rota evolutiva independentes para o resto da vida como a conhecemos.

P. O que esta descoberta representa para a busca de vida em planetas extrassolares? Os pesquisadores vão começar a procurar arsênio nas atmosferas dos exoplanetas? Isso irá afetar os tipos de planetas que os pesquisadores irão procurar?

A descoberta reforça nossa motivação para pensar de forma tão ampla quanto possível sobre os tipos de ambientes que são adequados para a vida.

A descoberta não vai mudar o tipo de exoplanetas que estamos procurando na busca por vida em outros mundos; a este respeito, estamos limitados pela tecnologia e pelo número de estrelas próximas.

A descoberta apóia a noção de que a vida nos exoplanetas poderia ser muito diferente da vida na Terra. Não estamos preocupados do que é feita a vida nos exoplanetas, apenas o que essa vida faz e quais bioassinaturas ela gera.

Ainda que o arsênio não seja um gás tido como uma bioassinatura, a descoberta é uma clara advertência de que é provável haver gases não reconhecidos como bioassinaturas, e precisamos começar a trabalhar para identificá-los.
Cientista comenta
Um laboratório brasileiro, localizado em Valinhos (SP), estuda a vida fora da Terra, incluindo pesquisas sobre os extremófilos. [Imagem: NASA]

P. O que são extremófilos, e como eles se relacionam com as bioassinaturas, ou sinais de vida?

Os extremófilos são formas de vida que podem existir em ambientes extremos. Alguns organismos realmente prosperam em situações que matariam a maior parte das outras formas de vida, incluindo os seres humanos.

Alguns exemplos incluem os termófilos, que florescem em temperaturas acima do ponto de ebulição da água, os barófilos, que vivem nas altas pressões no fundo do oceano, e os acidófilos, que existem em condições altamente ácidas.

A nova descoberta envolve bactérias que vivem em um lago rico em arsênio - um lago que tem também uma elevada concentração de sal e muito baixa acidez.

Os extremófilos, como toda a vida, têm subprodutos metabólicos. Ao fazer o sensoriamento remoto de vida em planetas distantes, estamos interessados em gases que são subprodutos metabólicos que se acumulam na atmosfera do planeta e possam ser identificados. Nós os chamamos de bioassinaturas gasosas.

Os extremófilos são tão variados nas substâncias químicas que eles comem e respiram que podem produzir uma grande variedade de gases que poderiam ser potenciais bioassinaturas em outros mundos.

Notícia Inovação Tecnológica




CINE PAQUIDERMES!


EM CARTAZ: ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?
Nesse ótimo documentário, o escritor Erich Von Däniken procura provar, por meio de descobertas arqueológicas e textos sagrados, que todos os deuses das antigas civilizações eram, na verdade, extraterrestres. Viajaremos junto com o autor por locais fascinantes, como as ruínas de Tróia, as pirâmides dos Maias e Astecas, as construções inexplicáveis na Rodésia, México e Bolívia, as inscrições no Saara, as pirâmides do Egito (bem mostradas), pinturas na região da antiga Iugoslávia, esculturas na Ilha de Páscoa... E um campo de pouso no alto das montanhas do Peru.

Áudio: Portugues
Gênero: Documentário
Duração: 98 Min
Ano: 1970
Fonte:Google vídeos



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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Repórter Paquidermes: Agressores de SP

Em mais um rombo jornalístico exclusivo, nosso repórter verdade, Vladislau Trombetta, conseguiu identificar alguns agressores canalhas da Avenida Paulista.

Marquem na memória esses rostinhos aqui.

























Está querendo bater em alguém? Bata com a própria cabeça na parede. Ou dê um soco firme nos testículos.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

III Prêmio Canon de Poesia



Poesia premiada: A Cegueira da Sobrevivência

Mais um prêmio na minha humilde estante literária! Geralmente eu não divulgo nada, mas esse prêmio me deixou muito orgulhoso, muito mesmo.

O Prêmio Canon de Poesia, atualmente, é um dos maiores do país no gênero poesia. Deu até pra dar uns pulinhos de contentamento (que fiasco).

E, assim como na entrega do Oscar (fui longe), eu quero agradecer e dedicar esse prêmio aos seguidores do Paquidermes Culturais! Ver essas carinhas bacanas aqui do lado me dá mais incentivo e força. Muito obrigado. Assim que eu receber os livros, com os melhores poemas do concurso, farei o sorteio de dois exemplares por aqui.

Sigo na Luta!



Resultado do III Prêmio Canon de Poesia
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

5 Poemas selecionados: Antero de Quental, Patativa do Assaré e Luiz Vaz de Camões

Antero de Quental

Noturno

Espírito que passas, quando o vento

Adormece no mar e surge a Lua,

Filho esquivo da noite que flutua,

Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento-

Que voga e sutilmente se insinua,

Sobre o meu coração que tumultua,

Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva

Um instinto de luz, rompendo a treva,

Buscando. entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,

A febre de Ideal, que me consome,

Tu só, Gênio da Noite, e mais ninguém!




Patativa do Assaré( Antônio Gonçalves da Silva )

Burro


Vai ele a trote, pelo chão da serra,

Com a vista espantada e penetrante,

E ninguém nota em seu marchar volante,

A estupidez que este animal encerra.


Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,

Sem dar uma passada para diante,

Outras vezes, pinota, revoltante,

E sacode o seu dono sobre a terra.


Mas contudo! Este bruto sem noção,

Que é capaz de fazer uma traição,

A quem quer que lhe venha na defesa,


É mais manso e tem mais inteligência

Do que o sábio que trata de ciência

E não crê no Senhor da Natureza.




A triste partida


Setembro passou, com oitubro e novembro

Já tamo em dezembro.

Meu Deus, que é de nós?

Assim fala o pobre do seco Nordeste,

Com medo da peste,

Da fome feroz.


A treze do mês ele fez a experiença,

Perdeu sua crença

Nas pedra de sá.

Mas nôta experiença com gosto se agarra,

Pensando na barra

Do alegre Natá.


Rompeu-se o Natá, porém barra não veio,

O só, bem vermeio,

Nasceu munto além.

Na copa da mata, buzina a cigarra,

Ninguém vê a barra,

Pois barra não tem.


Sem chuva na terra descamba janêro,

Depois, feverêro,

E o mêrmo verão

Entonce o rocêro, pensando consigo,

Diz: isso é castigo!

Não chove mais não!


Apela pra maço, que é o mês preferido

Do Santo querido,

Senhô São José.

Mas nada de chuva! ta tudo sem jeito,

Lhe foge do peito

O resto da fé.


Agora pensando segui ôtra tria,

Chamando a famia

Começa a dizê:

Eu vendo mau burro, meu jegue e o cavalo,

Nós vamo a São Palo

Vivê ou morrê.


Nòs vamo a São Palo, que a coisa tá feia;

Por terras aleia

Nós vamo vagá.

Se o nosso destino não fô tão mesquinho,

Pro mêrmo cantinho

Nós torna a vortá.


E vende o seu burro, o jumento e o cavalo,

Inté mêrmo o galo

Vendêro também,

Pois logo aparece feliz fazendêro,

Por pôco dinhêro

Lhe compra o que tem.


Em riba do carro se junta a famia;

Chegou o triste dia,

Já vai viajá.

A seca terrive, que tudo devora,

Lhe bota pra fora

Da terra natá.


O carro já corre no topo da serra.

Oiando pra terra,

Seu berço, seu lá,

Aquele nortista, partido de pena,

De longe inda acena:

Adeus, Ceará!


No dia seguinte, já tudo enfadado,

E o carro embalado,

Veloz a corrê,

Tão triste, o coitado, falando saudoso,

Um fio choroso

Escrama, a dizê:


- De pena e sodade, papai, sei que morro!

Meu pobre cachorro,

Quem dá de comê?

Já ôto pergunta: - Mãezinha, e meu gato?

Com fome, sem trato,

Mimi vai morrê!


E a linda pequena, tremendo de medo:

- Mamãe, meus brinquedo!

Meu pé fulô!

Meu pé de rosêra, coitado, ele seca!

E a minha boneca

Também lá ficou.


E assim vão dexando, com choro e gemido,

Do berço querido

O céu lindo e azu.

Os pai, pesaroso, nos fio pensando,

E o carro rodando

Na estrada do Su.


Chegaro em São Paulo - sem cobre, quebrado.

O pobre, acanhado,

Percura um patrão.

Só vê cara estranha, da mais feia gente,

Tudo é diferante

Do caro torrão.


Trabaia dois ano, três ano e mais ano,

E sempre no prano

De um dia inda vim.

Mas nunca ele pode, só veve devendo,

E assim vai sofrendo

Tormento sem fim.


Se arguma notícia das banda do Norte

Tem ele por sorte

O gosto de uvi,

Lhe bate no peito sodade de móio,

E as água dos óio

Começa a caí.


Do mundo afastado, sofrendo desprezo,

Ali veve preso,

Devendo ao patrão.

O tempo rolando, vai dia vem dia,

E aquela famia

Não vorta mais não!


Distante da terra tão seca mas boa,

Exposto à garoa,

À lama e ao paú,

Faz pena o nortista, tão forte, tão bravo,

Vivê como escravo

Nas terra do su.




Luiz Vaz de Camões

Alma minha gentil, que te partiste


Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida descontente,

Repousa lá no Céu eternamente,

E viva eu cá na terra sempre triste.


Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.


E se vires que pode merecer-te

Alguma cousa a dor que me ficou

Da mágoa, sem remédio, de perder-te,


Roga a Deus, que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.




Amor é um fogo que arde sem se ver


Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Promoção Surpresa!



PROMOÇÃO SURPRESA!


De hoje até o dia 15/12, ficará no ar uma promoção surpresa valendo três livros, só para os seguidores do Paquidermes!

O primeiro sorteado levará um exemplar A Morte do Cozinheiro autografado, mais um livro surpresa e um cartão de natal. A surpresa pode ser outro título do autor Allan Pitz, ou um livro pessoal de sua estante; enfim, será realmente um livro surpresa para o sorteado. E quem é que não gosta de ganhar uma surpresa boa?!

O segundo sorteado levará um exemplar A Morte do Cozinheiro autografado, mais um cartão de natal do autor.


Para concorrer é muito simples, basta seguir o Paquidermes Culturais, e deixar um comentário aqui embaixo dizendo: EU QUERO GANHAR LIVROS NESTE NATAL.

Se for possível, divulguem também a promoção surpresa em seus blogs e sites de relacionamento.

Não percam tempo!!!

Boa sorte!
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Papai Noel é detido em casa de escritor carioca



Matéria de Vladislau Trombetta


Rio de Janeiro –
Um homem que se identificou como Papai Noel (ou Saint Claus), foi detido na madrugada de ontem no bairro de Piedade, subúrbio carioca, após tentar invadir a casa de um escritor.

- Notei uma movimentação estranha, os cachorros latiram muito, quando vi esse senhor já estava entrando pela minha janela! O escritor Allan Pitz relatou que o velho se identificara apenas como “o Papai Noel”, pediu-lhe silêncio, e disse que estava ali para negociar alguns exemplares de seus livros. Para maior estranheza, o meliante portava consigo uma extensa lista de nomes, que ele dizia ser das pessoas que lhe escrevem pedindo livros do autor no natal. – Ele me disse que se os livros estivessem nas livrarias ele não teria vindo aqui. Sinceramente, achei que era uma trama contra a minha vida. Acreditei que fosse um Papai Noel bomba ou algo assim! O saco que ele trazia era enorme! Poderia ter qualquer coisa ali dentro.
Allan disse ainda, que as cores da roupa do homem atraíram rapidamente a sua atenção, e que os moradores do subúrbio carioca atentam para as cores das facções criminosas. - Ele estava todinho de vermelho, com aquele sacão suspeito nas costas, e dizendo que queria meus livros! Foi tudo tão absurdo que precisei de ajuda policial! Imagine!

O papai Noel declarou que tudo fora um grande mal-entendido, e que o comportamento ofensivo do escritor seria prejudicial à entrega dos presentes: - As pessoas me escrevem querendo livros desse imbecil! O que se há de fazer?

Papai Noel teve sua fiança paga pela Rena Rudolph, e saiu calado sem dar entrevistas.


Os livros raros

Segundo o Delegado da área, Carpol Pimenta Coutinho, o homem queria levar alguns exemplares dos livros: A Morte do Cozinheiro, Duas Doses e um Bungee Jump, Visões Comuns de um Porco Esquartejado, e A Fuga das Amebas Selvagens para o Pólo Norte.
- É tudo muito confuso, nesse caso, mas o principal é que a polícia conseguiu agir rápido, e assim preservamos a integridade do escritor.




Os livros de Allan Pitz estão disponíveis para todos em livrarias e lojas virtuais. Até mesmo no site da Estante Virtual. O único que espera segunda edição para ficar disponível é o livro Visões Comuns de um Porco Esquartejado.


Livros de Allan Pitz no Natal? Até Papai Noel está querendo!!
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domingo, 14 de novembro de 2010

Entrevista com Allan Pitz no blog Literatura de Cabeça



Estava dando uma pesquisada no google quando achei essa minha entrevista para o Danilo Barbosa, do blog Literatura de Cabeça. Gostei muito relendo depois de um tempo. Ficará aqui também, para leitura de todos. Espero que gostem.

Link original: Literatura de Cabeça


Poeta, humorista, contista. Multifacetado homem que brinca com as palavras. Assim é nosso escritor Allan Pitz, autor do consagrado livro "A morte do Cozinheiro" (veja resenha aqui) . E com muita alegria trazemos um pouco das ideias desse excelente autor.


Quando começou a vontade de escrever?

Quando as histórias já pulavam da boca antes que eu pudesse contê-las. Atuando no teatro eu percebi que, na verdade, a escrita me supria totalmente. Eu não queria estar na cena, queria apenas criá-la.


É dificil a jornada para ser escritor?

Esse é um círculo muito doido... Cheio de curvas, opiniões, visões pessoais, barreiras, reis e rainhas, portais... Eu acho que ser ator ainda é muito mais fácil. Mas batalhar espaço na literatura de hoje, como escritor brasileiro, é divino! É uma briga que vale muito a pena!


O que prefere: ser escritor ou ser poeta?

Bem observado. Um músico pode escrever um poema para sua melodia, pode acontecer, mas ser um escritor e, com isso, vagar por todos os métodos de criação literária é outra história. Gosto mesmo é de escrever histórias. Poemas são expurgos involuntários da minha alma.


Em a morte do cozinheiro não me canso de dizer que vc transformou poesia em prosa. Foi dificil esta transição?

Não, pelo contrário, bastou trocar os meses convencionais de técnicas literárias por duas semanas de fluência poética sem barreiras. Deixei fluir o que vinha como se fosse realmente um poema, coisa meio de antigamente. Quando terminei é que fui cuidar melhor das estruturas. Foi um livreto escrito na mesma sintonia de um poema, para frente, seguido, sem delongas, urgente! A minha próxima obra a ser lançada, Estação Jugular, demorou muito mais tempo para ficar totalmente pronta.


De onde surgiu a inspiração para A morte do cozinheiro?

A ideia principal é navegar na mente de um pré-assassino passional, complexo, culto, ciumento, e a inspiração veio dos casos de crimes passionais, e das chamadas crises de ciúmes doentes. Até que ponto o Ser Humano pode esquecer quem é dentro de sua dor incontrolável? Essa é a inspiração. Ver o ciúme e a derrota de amor por dentro, de um ângulo bem diferente.


Tem mais algum projeto em andamento?

Falta bem pouco para sair o meu livro Estação Jugular! Já está fechado com uma excelente editora, e em breve estará aqui para observação dos seus leitores


Onde as pessoas podem encontrar seus livros e textos?

No meu blog, lá eu atualizo os links e publico alguns textos. Para comprar A morte do cozinheiro existem alguns pontos de venda no RJ e um em Torres, RS, e pela internet na livraria virtual Tarja. O meu livro de poemas Duas Doses e um Bungee é vendido somente em Portugal, mas pode ser adquirido por aqui através do site da editora World Art Friends.


Algum recado para quem está começando agora?

Tente. Persista. No começo os textos não sairão como o esperado, mas esses são os textos responsáveis pelos bons que ainda virão. Rabisque, leia, crie o seu ponto de vista, crie a sua fórmula, a sua escrita. O seu talento, escritor, está apenas em você, e nos seus estudos. Acredite e siga em frente. Tente não ser ansioso, evite enviar os originais para as editoras antes de uma boa revisão, o Brasil está cheio de bons profissionais, como a Kyanja Lee, por exemplo. Aposte no que há dentro de você.


Defina-se em uma palavra.

Teimoso.

Poeta, romancista, blogueiro. Sobra tempo para outras coisas?

Sinceramente: Estudar, comer e tomar banho. E sonhar, é claro. Mas no começo não dá pra ser diferente. Se você realmente quer ser lido e reconhecido, precisa ter nas mãos as palavras que os leitores querem ler (ou não esperavam ler) para expor ao mundo suas histórias, seus devaneios, e isso exige 110% de dedicação e amor. Meu maior compromisso é com o leitor. É um casamento velado e feliz.



Meus sinceros agradecimentos ao Danilo!
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sábado, 13 de novembro de 2010

Armação pura - o sonho de viver em Búzios (Diana Damasceno)



Armação pura - o sonho de viver em Búzios, de Diana Damasceno, é um livro de histórias divertidas sobre a experiência de uma jornalista urbana por excelência e cria de Ipanema, como moradora de Armação dos Búzios.
De forma bem humorada, a autora vai flanando por caminhos inesperados, pelo balneário, levando o leitor a descobrir lugares, curiosidades e delícias reservados apenas para quem vive em Búzios e tem um olhar jornalístico apurado.


DE IPANEMA A BÚZIOS

Acordei de madrugada com o silêncio me incomodando. Era a primeira noite em Búzios, na minha nova casa. Na minha nova vida.
Tenho muitos amigos, urbanos como eu, que vivem loucos para ir, nas férias, nos finais de semana, para praias desertas, sítios no meio do mato e, na volta, reclamam do sol, dos mosquitos, que não tinha nada para fazer no lugar. Eu também sou assim, gosto dos centros urbanos e sou condicionada às facilidades e desafios contemporâneos que eles oferecem, e mais, sou uma ipanemense ferrenha, daquelas que, se puder, fica meses sem sair do bairro, faz tudo a pé, do mercado ao cinema, adora o movimento da rua Visconde de Pirajá e que, ao ler uma crônica escrita pelo jornalista Zuenir Ventura, onde ele dizia que Ipanema era a sua aldeia, sentiu-se identificada, emocionada e invejosa por não ter escrito isso primeiro. Onde diabos, então, eu estava com a cabeça quando resolvi vir morar em Búzios?

O Paquidermes Culturais recomenda esse livro não só como um livro de crônicas, mas como um verdadeiro guia de viagens para quem pretende visitar e conhecer Búzios.
Altamente recomendado!



Diana Damasceno - Jornalista, roteirista, crítica literária e professora universitária. Autora dos livros Navio Fantasma (poemas), Biografia jornalística: o texto da complexidade (ensaio) e de um grande número de artigos jornalísticos e acadêmicos, roteiros para rádio, televisão e vídeo.

Blog do livro: http://osonhodeviverembuzios.blogspot.com



Clique para comprar o livro na Livraria da Travessa
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Trechos de um livro em andamento II


Mais trechos de um livro inédito que me absorveu nos últimos dias.


Parte do texto de abertura do livro A Arte da Invisibilidade (inédito de Allan Pitz)

De repente, a solidão faz com que nos brotem filosofia, universos paralelos, minimalismos, detalhes inéditos. Olhei as árvores todas no caminho de volta, tive vontade de descer e ir ao zoológico, andar mais, respirar fundo! Olhei os rostos, e as mãos, e as orelhas, os olhos. O ser humano não precisa mais do que ele já é...
Somos esse mar de gente andando e andando; com medo, com fé, coragem, fibra, ódio, amor... E eu queria me desculpar com eles, com o mundo, por não estar todos os dias no sol escaldante (ou na chuva), andando para trabalhar, gastando como um homem normal a puta sola do tênis barato... Queria me desculpar pela ausência do mundo, mas, no entanto, consigo ouvir claramente quando o Mundo exige de mim a ausência, ou a introspecção para serví-lo, agora.



Parte do terceiro capítulo

Talvez minha cabeça seja mesmo uma droga dum rapapé. Um balaio esquisito, criado pela esquisitice torta que é a minha vida, o retrato “Frankensteinizado” de meus pensamentos recortados em explosões. Nem eu entendo... Aliás, entendo sim, é uma mente fantasiosa que gosta de mostrar que é melhor do que eu. Mas ela é a minha mente. Então, eu sou melhor do que ela, por possuí-la em mim. Mesmo que ela seja melhor do que eu, quando me possui preso em suas células mentais.



Parte do sexto capítulo

A primeira regra para sobreviver na unidade social vigente é: dinheiro. Sem dinheiro não acontece nada. Então, para isto, até os pensamentos devem ser condicionados em valerem ou não valerem algum dinheiro. Você não deve pensar em coisas que não gerem lucros, pois o lucro abastado é o primeiro cartão de visita num mundo onde tudo tem um preço. Você precisa de dinheiro, até mesmo para optar em não ter dinheiro um dia, caso queira. Mas você decididamente precisa e precisará de dinheiro. Para qualquer situação da vida em nossa sociedade. Pense bem: dinheiro. Quando você não pensou nele, ou em algo que, sem ele, não seria possível realizar ou possuir?
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Um Peixe de Calças Jeans entra na lista dos mais vendidos!



Uma boa notícia para os que acompanham a saga Pitz:

O livro Um Peixe de Calças Jeans e outras histórias para unir entrou na lista dos mais vendidos da Editora Livro Novo! Essa é uma grande conquista para um livro tão recente, ainda mais quando observamos a lista recheada de títulos excelentes dessa mesma Editora.

O escritor Allan Pitz, acredita que a procura pelo livro não se deve somente pela evidência do bullying escolar na mídia. - As pessoas estão percebendo que o "Peixinho" não é um livro comum. É uma tentativa de purificar as crianças através de cinco historinhas subconscientes, como aprendi com o genial Dr. Joseph Murphy. Essas historinhas estão numa sintonia de integração e paz, as mentes infantis deverão assimilar tudo isso naturalmente! A leitura e, a lembrança das questões de cada história, farão com que o subconsciente formador ignore a violência e o preconceito. Ainda queremos ir além, nossa ideia é conseguir parcerias para fazer um dvd com os cinco desenhos animados contra o bullying, levar para projetos teatrais, fazer bonecos dos personagens para que as crianças remontem as historinhas em casa. Só estamos engatinhado!

Pitz lembrou ainda que seu livro é apenas uma semente, e que os esforços devem continuar dia após dia no combate permanente ao bullying: - Meu livro é simples, é só uma sementinha subconsciente de não violência. Devemos escrever livros nessa mesma onda de não violência para todas as idades escolares; eu mesmo aceitarei parcerias de estudiosos dessa área para o futuro. Podemos fazer mais dentro da teoria subconsciente, e da sintonia exemplar que Gandhi nos deixou com o Satyagraha.

Quando perguntado sobre as novas formas e estudos para o combate ao bullying, o autor respondeu que basta olhar para a vida e a obra desses dois homens, Dr. Muphy e Gandhi, para já encontrarmos aí milhões de respostas imediatas para a questão da violência. - As respostas para o problema já existem, a questão não é mais discutir: é agir!



Matéria Melissa Pavaninni
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Trechos de um livro em andamento


Cinco dias sem dormir direito, escrevendo sem parar (rabiscão original quase pronto). Seguem trechos de mais um trabalho do Circo Pitz para a leitura dos amigos paquidérmicos:

Parte do capítulo quatro

Rótulos... Como nós amamos e detestamos os rótulos! No entanto, eles existem desde que o mundo é mundo, pois se constitui como necessidade maior do ser humano saber (pensar saber) para quem aponta o seu dedo opinativo diariamente. E como as cabeças não querem se aprofundar em minúcias - não conseguem, em geral -, o rótulo social pode vir de qualquer lado, por qualquer motivo ou razão aparente.

Um dia o ferreiro Grant, velho galês, bebeu tanto que acordou abraçado com uma cabra. No seu vilarejo, ficou conhecido como “Grant - O ferreiro das cabras”. Vladimir falou sobre a vida fora da Terra com algumas pessoas que ignoram o assunto; desde esse dia, para aquela unidade de convívio, ele se tornara “Vladimir Espacial - O rapaz de Saturno”.



Parte do capítulo dez

Penso mais uma vez sobre estar apático. Porque eu estaria apático?
Os assuntos! É isso, Letícia devia estranhar os temas com que eu trabalho.
Já que eu li uma série de bêbados e desventurados, eu deveria ter iniciado minha carreira literária com alguma história semelhante. Esse A Morte do Cozinheiro ninguém vai publicar. Por quê? Eu quis saber. Porque ninguém sabe que merda é essa e o que acontece direito até o ponto final. Não tem diálogo. Parece poema correndo. E o cara xingando o coitado o tempo todo, fumando maconha, está com algum encosto!! Nisso eu perguntei: Então o que falta para esse livro ser publicável?! Primeiramente, escrever outro melhorzinho. Bem, deixemos Letícia pra lá... Eliza também... E tudo mais! Dane-se! Se o livro é tão maluco assim façam uma fogueirinha para marshmallows no quintal de casa!


Parte do capítulo onze

Eu ainda me preocupo muito com a imagem externa, por isso me irritei quando me vi tão esquisito por fora. Quando vou a palestras ou sou convidado para conversar com algum editor, volto pra casa lembrando meu comportamento depois, pescando alguma merda que eu possa ter falado (sempre tem uma fresquinha no anzol), e vou me sentindo um idiota completo.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O blog do Peixinho da Paz já está no ar!



O blog oficial do livro Um Peixe de Calças Jeans já está no ar! Mais uma vez, sob as asas criativas do designer carioca André Siqueira/Era Eclipse. Um expert, em fazer novos projetos visuais acontecerem.
http://umpeixedecalcasjeans.blogspot.com/

Lá no blog do peixinho vocês encontrarão diversas informações sobre a obra, sua missão, a metodologia, e muitos links e matérias abordando violência escolar, e abordando bullying como um todo.

O Paquidermes Culturais seguirá como antes, minha carreira de livros também (em breve será lançado Estação Jugular - Uma Estrada para Van Gogh / previsão da Editora para março de 2011). Inclusive, meu terceiro romance está em fase de finalização.
Portanto, as matérias relacionadas a essa obra infantil ficarão no outro blog, que servirá também como um farol sobre as principais notícias envolvendo o delicado assunto tema.

O livro é de fato uma questão pessoal minha com o tema da violência infantil (escolar); vamos resolver, então, essa antiga questão numa arena literária.
Estou tentando fazer a minha parte como cidadão pensante.

Me desejem boa sorte!


Um Peixe de Calças Jeans - Histórias para Unir (Originalmente escrito em 2008)
Editora Livro Novo

http://umpeixedecalcasjeans.blogspot.com/
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IV Semana de Produção Cultural & Arte e Cultura




Irei como convidado, mais uma vez, participar de um evento cultural na Universidade Candido Mendes, o que é maravilhoso! Dessa vez será bem diferente do ano passado, ao invés de ser entrevistado sobre os caminhos do jovem escritor brasileiro, eu terei a honra de entrevistar a escritora Diana Damasceno, no lançamento de seu livro Armação pura: O sonho de viver em Búzios. Espero não fazer feio por lá!

Diana Damasceno - Jornalista, roteirista, crítica literária e professora universitária. Autora dos livros Navio Fantasma (poemas), Biografia jornalística: o texto da complexidade (ensaio) e de um grande número de artigos jornalísticos e acadêmicos, roteiros para rádio, televisão e vídeo.


Quarta-feira, 11h:

“Funarte: Um Estudo de Caso”
Mediador: Prof. Felipe Berocan - IH/UCAM
Marcos Teixeira - Coordenador de Circo
Heloísa Vinadé - Coordenadora de Teatro
Eulícia Esteves - Coordenadora de Música Popular
Fabiano Carneiro - Coordenador de Dança


Quarta-feira, 20h:


“Curadoria de Arte”
Mediadora: Prof.ª Renata Proença - IH/UCAM
Andreas Valentin - IH/UCAM
Marcio Doctors - Curador da Fundação Eva Klabin e da exposição "Instalação ao ar livre"


Quinta-feira, 11h:


“Produção Fonográfica”
Mediadora: Prof.ª Ana Ferguson - IH/UCAM
Marco Mazzola - Produtor Musical
Márcio Costa - Ponto de Equilíbrio
Da Ghama - Músico



Quinta-feira, 20h:

“Cinema e História”
Mediador: Prof. Guilherme Moerbeck - IH/UCAM
Prof. Ms. Fábio Frizzo - UCAM/UVA
Prof. Paulo Henrique Pachá -SEE-RJ


Sexta-feira, 11h:

“Búzios: Cultura e Consumo”
Lançamento do livro “Armação pura, o sonho de viver em Búzios” de Diana Damasceno e entrevista da autora por Allan Pitz.

Sexta-feira, 20h:

“CCBB: Análise de Uma Instituição Cultural”
Mediador: Prof. Felipe Berocan -IH/UCAM
Kátia Chavarry - Programa educativo CCBB
Walter Siqueira - Diretor do CCBB
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Paquidermes Culturais entrevista: Jana Lauxen


Abram alas, amigos paquidérmicos! Deixemos entrar no blog os hipopótamos festeiros e os elefantes ordinários vindos do Sul, berrando suas idéias todas de uma só vez! Estendo hoje, na savana dos meus livros e pensares, um imenso tapete vermelho para receber a formidável Jana Lauxen (autora do livro Uma Carta por Benjamin); uma das escritoras mais interessantes que tive o prazer de ler ultimamente! E que, sem dúvida alguma, já conquistou seu espaço cativo entre os grandes escritores de agora. E de sempre.

Confiram a entrevista!


Pergunta à parte: Quem é Jana Lauxen?

Eu sou uma pessoa do bem. Errante, porém do bem.

1 - Flashback obrigatório: Como surgiu a escritora que você é hoje? E o que a motivou, definitivamente, para seguir firme na carreira literária?

Eu tinha uns 18 anos quando decidi escrever meu primeiro livro, e foi a partir desta experiência que peguei gosto pela coisa. Antes eu achava que queria ser desenhista, e quando era criança cheguei a manter, durante anos – sim, anos! – uma revista em quadrinhos que criei com meu primo Leandro, chamada Gatos Contra Atacam. Eu fazia tudo a mão, tirava xerox e vendia para parentes por preços superfaturados, rara. Era divertido.

Mas se eu precisar citar exatamente quando foi que surgiu meu desejo de tornar-me escritora, posso dizer seguramente que foi depois de escrever este livro, cujo título é Flores no Deserto e possui inacreditáveis 280 páginas.
Não sei dizer o que mais me motivou para seguir firme e forte na carreira literária, mas honestamente acho que nada.

Não precisamos de motivação para fazer o que gostamos, como, por exemplo, comer uma travessa de brigadeiros. Escrever, para mim, é como comer uma travessa de brigadeiros, e eu comeria uma travessa de brigadeiros mesmo que ninguém se importasse com isso.

No entanto, meus pais sempre permitiram (e, além disso, incentivaram) que eu investisse naquilo que eu gostava de fazer. Isso foi, sem dúvidas, imprescindível. Eles nunca encheram meu saco para ‘arrumar um emprego de verdade’ e etc, como tanto vejo acontecer por aí. Isso pode matar o cara! O mundo pode perder um grande escritor apenas porque um pai e uma mãe não tiveram competência suficiente para entender que seu filho quer escrever ao invés de ‘tocar as empresas do pai’.
Os meus pais não mataram a escritora que eu queria ser, e serei eternamente grata a eles por isso.

2 - Jana, seu livro Uma Carta Por Benjamin é realmente fantástico (devorado por mim em três horas de compulsão). Sinceramente, eu guardo um carinho mais que especial por protagonistas interessantes, e que são assim sem forçarem grandes movimentos para se mostrarem assim; como Henry Chinaski, por exemplo. Simples dentro do cenário. Fascinantes fora dele. Poderíamos dizer então que Benjamin é um Loser, um anti-herói que amamos por identificação natural? E você, como escritora, tem carinho pelos personagens que, à primeira vista, não passam de sujeitos comuns ou “perdedores natos”?

Muito carinho, especialmente pelos comuns. O comum é fantástico, e ali residem boas histórias. Histórias que, na maioria das vezes, são sumariamente ignoradas por leitores e escritores, que de regra optam por envolver numa mítica teatralmente trabalhada seus personagens - o que é legal, mas nem sempre reflete a realidade.
Perceba que muitos livros apresentam seus protagonistas como comuns ou perdedores, mas geralmente são personagens emblemáticos, dubiamente atraentes; perdedores que optaram por serem perdedores; que escolheram escapulir de tudo o que a sociedade convencionasse, e por isto são mais interessantes do que, de fato, fracassados. Até porque, se você se orgulha do fracasso, ele deixa de ser fracasso e se torna uma medalha, correto?

E por isso discordo quando você compara Benjamin com Henry, personagem do grande Bukowski. Henry é um bêbado sensacional que anda com putas pela noite enquanto usa drogas, faz sexo e envolve-se em transgressões dos mais variados tipos. Ele é um anti-herói, e muita gente não apenas se identifica como gostaria de ser como ele. Sua vida, por mais suja e politicamente incorreta que seja, é muito, muito fascinante.

Benjamin, não. Nem para anti-herói ele serve, porque ninguém quer ser como ele, ninguém deseja levar a vida dele. Ele é chato, azedo, acomodado, não usa drogas, não bebe, não anda com putas, não faz nada que possa despertar o menor interesse em qualquer pessoa. Apenas vive dentro da lei e do seu apartamentinho, envolvido em problemas idiotas ao lado de uma empregada com a qual nem conversa. E seria para sempre um completo inútil para a literatura se a vida não o tivesse obrigado a fazer alguma coisa por ela – e inverter toda a história.

Muitos leitores já me disseram que se identificaram com o Benjamin – mas talvez só tenham assumido isto porque Benjamin, lá pelas tantas, deixa de ser apenas mais uma pessoa comum na multidão para ganhar status de herói. É neste ponto que ele se torna interessante, e as pessoas passam a se identificar. Porque, a bem da verdade, nos identificamos mais com aquilo que gostaríamos de ser do que, de fato, com aquilo que somos.

Se Benjamin tivesse permanecido no seu apartamento com a sua empregada comendo pão com margarina, possivelmente todo mundo preferisse continuar acreditando que é mais parecido com o Henry ou com qualquer outro protagonista mais apimentado, do que com um chato sem sal como o Benjamin.
Porque a grande maioria das pessoas é Benjamin e não Henry – mesmo que se esforcem para parecer o contrário.

3 - O que seria um ‘excelente livro’, em sua opinião?

Aquele que não consigo parar de ler.
Os motivos podem ser os mais variados, mas o livro precisa me pegar de jeito, me prender e nunca mais soltar. Preciso pensar: não posso viver mais um segundo da minha vida sem saber o que vai acontecer nesta história.
E quando o livro se aproxima do final você freia sua leitura que, até então, era frenética, porque não quer que ele termine nunca mais.

4 - Observando através de sua experiência pessoal: como está o cenário dos livros e escritores no Brasil? Ordem e progressos?

O cenário dos livros, na minha opinião, está bem bom. Apesar de todo mundo continuar reclamando sem parar que o brasileiro não lê e etc, nunca se vendeu e se leu tantos livros neste país.

Concordo que poderia estar melhor, e que, de fato, uma parcela absurda da população sequer sabe ler, mas comparando com o passado, penso que estamos progredindo.
E como existem mais pessoas lendo, naturalmente existem mais pessoas escrevendo, e então chegamos ao ponto X da questão: entre os novos escritores - sejam eles consagrados ou não - creio que existe uma fatia graúda de autores medianos, que escrevem bem, mas não trazem nada de novo. Você lê o livro do sujeito e fica com aquela impressão de dejávu.

Temos também um número razoável de autores ruins, mas que possuem bons contatos, quando não possuem bons padrinhos, e por isso estão sendo publicados.
E existe uma minoria excepcional, que trabalha sua literatura de um jeito inédito, atraente, original, para além do lugar-comum.

A boa notícia é que existe espaço para todos.

"Os meus pais não mataram a escritora que eu queria ser, e serei eternamente grata a eles por isso."




5 - Voltando ao seu excelente livro, gostaria de destacar essa parte: “A vida de Benjamin era uma vida comum. Como é a vida de quase todo mundo.”
Mas nessa vida tão comum do protagonista acontecem fatos incríveis, o herói somos nós, o cenário é a porta de sua casa, a calçada de sempre, o amigo abandonado, o vizinho, a placa banal que vemos todas as manhãs! De onde veio a inspiração de transformar o “simples” em algo tão sensível, mágico e envolvente? Acredita no jargão do Luxo no Lixo?


Eu não creio que transformei o simples em algo especial, porque o especial está, esteve e sempre estará justamente no simples. Isso é super clichê, e eu sei, mas não passa da mais pura verdade – como quase todos os clichês.

Eu acho que vivemos uma época demasiadamente deslumbrada, e a internet colabora muito para isso. Basta acessar as muitas redes sociais onde estão conectadas todas as pessoas do planeta: todo mundo é bonito e feliz e se sente muito confortável sendo quem é o tempo inteiro. Na realidade não é bem assim, todo mundo sabe que não é bem assim, mas todo mundo continua pintando de si a imagem que gostaria de ter, e não necessariamente a imagem que tem. Inclusive eu e você.
O problema é que a vida é aquilo que acontece enquanto a gente tenta sair bem nas fotos que vamos postar no facebook.

Veja você que a vida de Benjamin mudou, mas mudou em que sentido? Não exatamente naquele no qual todo mundo parece acreditar que se encontra a felicidade – geralmente na frente dos holofotes. Tanto que Benjamin fez tudo o que fez e ninguém – eu disse NINGUÉM – ficou sabendo.

Em dias de deslumbramento, ninguém faz nada que não possa ser reconhecido pelos outros. É aquela velha história: de que vale ter uma Ferrari se ninguém souber que você tem uma Ferrari?

Se não rolar confete na cabeça, parece que não vale à pena. E isto, para mim, é colocar o lixo na estante e o luxo na privada. E dar a descarga.

6 - Você é o tipo de pessoa que: o lugar é aqui e a hora é agora? Ou prefere tocar o barco da vida com mais calma, ponderar até amadurecer as idéias?

Eu sei - e creio que todo mundo também saiba - que o correto é tocar o barco da vida com cautela e cuidado. No entanto eu faço - e creio que todo mundo também faça - exatamente o contrário.

Eu procuro me guiar pela razão e pela prudência, mas na prática acaba sendo aqui e agora e de qualquer jeito. Tem horas que dá certo, e tem horas que não dá. Mas acho que isso passa, e com o tempo vamos aprendendo a pisar no freio, parar e respirar antes de fazer qualquer outra coisa.
Pelo menos é isso que eu espero que aconteça, pelo bem do povo e felicidade geral da nação.

7 - O que seria, digamos, um pé no “saco literário” para Jana Lauxen?

Autores que escrevem difícil para parecerem inteligentes e mascarar sua completa falta do que dizer.

8 - Nos dias de hoje, a maioria dos escritores não consegue se dedicar inteiramente aos trabalhos de escritor, por motivos lógicos de sobrevivência. Isso pode ser um desencorajamento aos mais pobres que possuem vocação literária? Saber que as pessoas mais estudiosas (pensadores), que se dedicam a nutrir as mentes de informações, não conseguem, por vezes, nutrir seu próprio estômago... Não seria um convite para que as elites abastadas assumam definitivamente o posto de pensadores nacionais?


Verdade. E é impossível fazer qualquer coisa antes de nutrir o estômago e pagar o aluguel.

O fato é que ter dinheiro nunca atrapalhou ninguém, muito pelo contrário, e é evidente que sempre trará mais facilidades na hora de se assumir qualquer tipo de status social.

Porém, não acredito que isto possa desencorajar algum aspirante a escritor financeiramente prejudicado, pelo menos não se ele gostar realmente de escrever. Quando perguntam sobre a minha profissão, tenho até vergonha de dizer que sou escritora, porque escrever, para mim, não é trabalho, não é profissão; é prazer, é divertimento.

Possivelmente o escritor não viverá só de literatura, e por isso terá de arrumar um emprego, e é inegável que dividir a escrita com qualquer outra ocupação que lhe tome 8 horas por dia, ou mais, é desgastante e certamente criará muitos empecilhos. Mas não impedirá que ninguém faça o que gosta e o que quer fazer.

9 - O que parece contar mais para os leitores de agora: o livro ou a imagem do escritor para vender o livro?

A imagem do escritor sempre contará mais do que aquilo que ele produzir. Na verdade, como disse acima, em época de deslumbre a forma sobrepõe o conteúdo, e nisso incluo a literatura. Tanto que vejo muitos escritores mais preocupados em construir e aperfeiçoar sua imagem do que em construir e aperfeiçoar seu texto.

10 - O Universo recebe agora uma carta por Jana Lauxen. O que poderia estar escrito nela?

Prezado Universo:
Oi.
Seja mais generoso na hora de conspirar.

Beijo, Jana.

11 - O que os leitores podem esperar dos seus próximos trabalhos? Algo de novo para acontecer em breve?

Sim. Terminei de escrever o que será meu próximo livro. Agora começa realmente o trabalho, que é revisar e cortar e reler e achar que está um lixo e pensar em desistir e chorar e revisar e reler e etc. Se chama O Túmulo do Ladrão, e pretendo lançar ano que vem.

Fora isso, continuo batendo cartão na Café Espacial e na revista eletrônica Zena, e em breve estrearei uma coluna no site do jornal Diário da Manhã.

Ah. E no meu blogue, onde continuo positiva e operante.



12 - Papo bem ligeiro em cinco tempos:
Um livro de cabeceira: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
Uma música inesquecível: Angel – Jimi Hendrix
Um filme: Depende. Para rir ou chorar?
Um sonho: Liberdade. Nunca a teremos plenamente, na verdade.
Um autor ícone: Luis Fernando Veríssimo

13 - Agradeço por ter aceitado o meu convite. Deixo esse espaço livre para você:

Sou eu quem agradece, querido Allan.
O espaço, a divulgação e, principalmente, a oportunidade de conhecê-lo.
E já que me deixou este espaço livre, vou encerrar esta entrevista com uma frase que eu costumo escrever por aí sempre que surge uma oportunidade, e cuja autoria é de um sujeito chamado Fernando Pessoa: a literatura é a melhor maneira de ignorar a vida.
Portanto, leiamos.

Links para Jana Lauxen:

- Meu blog: http://janalauxen.blogspot.com

- Primeiro capítulo do livro Uma Carta por Benjamin: http://janalauxen.blogspot.com/2009/04/uma-carta-por-benjamin-1-capitulo.html

- Revista Café Espacial: http://www.cafeespacial.wordpress.com

- Revista Zena: http://revistazena.com.br

- Jornal Diário da Manhã: http://www.diariodamanha.com.br


Jana Lauxen é publicitária e escritora, autora do livro Uma Carta por Benjamin (Ed. Multifoco, 2009, 136 páginas, R$28). Trabalhou como editora do Selo Literarte (Ed. Multifoco) e organizou, ao lado de outros escritores, as coletâneas Assassinos S/A (contos policiais, com Frodo Oliveira), Crônico! (crônicas brasileiras, com Beto Canales), Quadrinhos em História (HQs, com Sergio Chaves) e Literatura Futebol Clube (contos, crônicas e poesias sobre futebol, com Jovino Machado).
É colunista da revista independente Café Espacial, do jornal Diário da Manhã e da revista Zena.
Publicou a historieta Pela Honra de Meu Pai, pela Mojo Books, inspirada na banda Pata de Elefante. Foi editora da versão brasileira da revista eletrônica inglesa 3:AM Magazine, e também uma das idealizadoras do projeto E-Blogue.com (in memorian). Participou de mais de 10 coletâneas, sendo a mais recente Galeria do Sobrenatural, da Terracota Editora.
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sábado, 23 de outubro de 2010

Um Peixe de Calças Jeans (Lançamento)



"Dedico esse livro ao espírito nobre, elevado e igualitário de Mohandas Karamchand Gandhi. Muito obrigado, pai da união, pelo Satyagraha."

(Satyagraha: Princípio da não-agressão desenvolvido por Gandhi. Saty = Verdade. Agraha = Firmeza)

Trecho do livro:

"Mesmo que o cardume no começo estranhasse um peixe de calças
jeans nadando, ninguém poderia negar sua vitória, e o mundo
novo que vinha boiando.
Por isso, a turminha do mar não esquece a coragem do peixinho.
De calças jeans a flutuar, com nadadeiras de pano a brincar,
sempre cercado de amigos.”


Apresentação

As crianças precisam aprender o sentido de união, igualdade e respeito desde o início da jornada. Atuando nesse pensamento, Um peixe de calças jeans e outras histórias para unir, traz em sua linguagem simples e acessível, histórias curtas e assimiláveis que visam eliminar os preconceitos sutilmente. Agindo no subconsciente formador das crianças. Enriquecendo-as moralmente.
A ideia desse livro brotou pelas inspiradoras teorias de Dr. Joseph Murphy (1898 – 1981), autor do livro O Poder do Subconsciente (título original em inglês: The Power of your Subconscious Mind) onde defende a tese de que a mente subconsciente (responsável pelo sono, memória, batimentos cardíacos e outras muitas funções do corpo) ao aceitar uma idéia, começa imediatamente a pô-la em prática. Segundo Murphy, a mente subconsciente aceita tudo que lhe é sugestionado de forma vigorosa e constante; assim, podemos adicionar as informações boas e benéficas sobre o que quisermos.
Em Um Peixe de Calças Jeans, a teoria subconsciente é usada para o bem mais pacífico e precioso de todos: O amor fraterno de nossas crianças. A paz. E a união incondicional.





O escritor carioca Allan Pitz autodenomina-se com humor: “Escritor por maioria de votos, contador de histórias, visceral, humano, PhD nas próprias reflexões e estudos solitários sobre tudo”.
Diferente de todos os seus trabalhos publicados, em Um Peixe de Calças Jeans Allan Pitz cria uma alegoria simples, infantil, onde dissemina com desenvoltura ímpar, belíssimas mensagens de união e não-violência entre as crianças, tendo como base sólida um longo estudo da Teoria Subconsciente de Dr. Joseph Murphy. E a idéia central do Satyagraha (movimento de não-violência, desenvolvido por Mahatma Gandhi).
A experiência do autor, com o bullying sofrido na infância, acabara sendo o grande fator motivacional para Allan escrever o que, talvez, seja um dos seus raríssimos trabalhos para fora, especificamente, do público leitor adulto. Um trabalho raro e de muito valor humano.

Em breve o livro Um Peixe de Calças Jeans estará disponível no site da Editora Livro Novo, e em diversas livrarias do país. Um blog especial para divulgar matérias sobre o livro e seu tema está sendo criado, logo que entrar no ar já será divulgado aqui.

http://livronovo.com.br/
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Recomendação Paquidermes: André Siqueira



A Recomendação Paquidermes da vez é o excelente trabalho do designer carioca André Siqueira (Era Eclipse), responsável pela cara nova do blog.
Conheci o André através da escritora Bianca Carvalho (Amor, Mistério e Sangue), e logo depois já firmamos uma parceria de trabalho. Para quem vai publicar um livro sozinho, ou apenas quer mudar o visual do seu blog ou site, acesse o blog Era Eclipse e não perca mais tempo!


Book Trailer do livro Jardim de Escuridão, de Bia Carvalho. Trabalho de André Siqueira.





Capa do livro Jardim de Escuridão. Trabalho de André Siqueira.



A autora Bia Carvalho disponibilizou o primeiro capítulo da obra em seu blog:
http://www.amormisterioesangue.com/2010/10/primeiro-capitulo-do-meu-livro.html


http://eraeclipse.blogspot.com

www.amormisterioesangue.com
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Autor virá ao Brasil abordar mitos e verdades sobre o desempenho humano



“O livro é SENSACIONAL!!! Não passa aquela mesma idéia espiritualóide da busca sem fim por uma luz. O autor aposta na pessoa, no talento óbvio da pessoa, arma três pilares nessa descoberta, com teorias que sustentam uma verdade simples, cabível, concreta(...)

As histórias, os comparativos, a linguagem... Meu exemplar está cheio de sublinhados, rabiscos pessoais, coisas que não posso esquecer, amassados de mão, e isso acontece pouco comigo(...)

Esse livro é ajuda para muita gente nesse mundo! Uma jóia rara da literatura filosófica atual. É muito mais do que auto-ajuda!”

Allan Pitz, escritor e diretor teatral – Rio de janeiro -RJ

Paquidermes Culturais



Jacob Pétry abordará mitos e verdades sobre o desempenho humano.

O escritor brasileiro, radicado nos Estados Unidos, Jacob Pétry cumprirá agenda em outubro e novembro no Brasil para o lançamento do seu mais recente livro O Óbvio que Ignoramos (Lua de Papel, 230 pág. R$34,90). A obra trata de temas ligados ao gerenciamento pessoal e métodos modernos de administrar nossa vida nos campos pessoal e profissional. Jornalista e filósofo, Pétry dedicou os últimos anos de sua carreira ao estudo do comportamento humano e desenvolveu uma extensa pesquisa para tentar responder a uma das perguntas que mais perturbam as pessoas nos dias de hoje: afinal, qual a receita do sucesso?
Uma das principais barreiras para o desenvolvimento dos nossos potenciais, segundo Pétry, é que o próprio sistema de ensino, da forma como está posto, bloqueia a criatividade dos alunos. “Somos educados para cumprirmos metas dentro de uma média pré-estabelecida”, ele afirma. “Imagine que uma criança tenha facilidade em aprender matemática. Em gramática é o contrário: falta ânimo, falta curiosidade. O que acontece nesse caso? Os pais a forçam a estudar gramática, o orientador da escola a aconselha a estudar gramática e, no final do ano, ainda terá aulas de reforço em gramática. Ou seja: toda concentração de esforços passa a ser o ponto fraco da criança. Seu talento natural, a matemática, é ignorado e ela é forçada a investir seu tempo e sua energia na ingrata tarefa de reforçar seu ponto fraco. Assim, melhoramos um pouco nos pontos fracos mas atrofiamos nossas habilidades. No final, atingimos apenas a média”, explica Pétry.
Depois de observar o sistema educacional de vários países da Europa e América do Norte, a conclusão de que esse erro é baste característico, levou o autor a intensificar as pesquisas no campo da psicologia e das relações humanas. O resultado da pesquisa é um livro que desafia não só o sistema educacional, mas motiva dúvidas e inquietações em muitos comportamentos que aceitamos como naturais e nos prejudicam no nosso cotidiano. “Todas nossas ações no dia a dia são baseadas no estreito campo do nosso conhecimento, baseado em experiências do nosso passado. Não somos capazes de entender que a vida também é aquilo que não sabemos; as coisas que existem mas que não percebemos por que estão fora do campo das nossas percepções, e isso limita nossa capacidade de libertação”, ele argumenta. “Precisamos aprender o exercício de olhar fora dos limites de nosso conhecimento”, explica. Em O óbvio que ignoramos, Pétry faz esse exercício por nós, colocando-nos diante de uma nova dimensão sobre nosso
verdadeiro eu.
Toda essa nova filosofia poderia parecer complicada não fosse a grande capacidade do autor em simplificar o complexo. Usando inúmeros exemplos de pessoas como a modelo Gisele Bündchen, o ator Silvester Stallone e o presidente americano Barack Obama, Pétry nos dá dicas práticas de como eles superaram suas limitações e pavimentaram o caminho que os levou ao topo. Boa da parte dessas dicas pode ser resumida no que ele chama de Lei da Tripa Convergência: “Trata-se de um ponto de partida para descobrir o que há de melhor em você e como você pode oferecer isso ao universo. Ela está fundamentada em três questões práticas. Primeiro, onde está seu talento natural? Depois, dentro desse talento, onde está sua paixão? Por fim, como você pode transformar essa paixão em renda? A compreensão clara e profunda do ponto onde a resposta dessas três questões converge é o seu ponto forte, e revela o campo onde você deveria atuar para explorar seu potencial”, salienta. Pétry falará sobre o tema na Sala
Oeste do Santander Cultural, dia 31 de outubro, as 18h30. Além de Porto Alegre, o autor cumprirá agenda em São Paulo e na PUC de Curitiba.

O QUE É: Lançamento do livro O Óbvio que ignoramos
QUEM: JACOB PÉTRY
QUANDO: 31 de outubro
ONDE: Sala Oeste do Santander Cultural – Porto Alegre - RS
HORÁRIO: 18h30min

Saiba mais em:

http://oobvioqueignoramos.com/

http://www.jacobpetry.com
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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

Obrigado pelo incentivo de todos.