terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pós Neon


E se o sol tocar
Sua vida
De uma forma
Tão mágica
Que suavize outra luz?


E se as ilusões
Fossem
Portas mestras
De segredos guardados
Em noites
Pós Neon?

Diga!
Explique!
Revele sobre a velha rosa
A velha rosa...
Aquela que nem as traças esperam
Nem se fartam de tal aroma...
Insuportável.
Menosprezam.

E se o sol tocar
Sua vida
De uma forma
Tão mágica
Que suavize outra luz?

Usaremos óculos espaciais
Contra o vício radioativo.

E veremos a mesma luz
Aquela de Noites pós neon
Que elimina qualquer praga
Em estado de canibalismo
Ativo.


(Parte do livro de poemas inédito Por Culpa do Sol)


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domingo, 29 de agosto de 2010

Escritores de barro (A esperança no submundo)


De onde você escreve? Sobre o quê? Para quem?
A sua vista da janela é inspiradora, seu cérebro age sozinho, você é papagaio da literatura estrangeira? Imita alguém? Aquele que você gostava de ler?
O que você escreve é seu? É para os seus?

Para começar usarei o comentário de um vizinho: - Você tem que levar o nome do nosso bairro pra frente! O povo pensa que aqui só tem bandido, Allan.

Meus amigos de infância, na maioria, nunca leram um livro. Meus vizinhos, a maior parte, é neutra nos assuntos culturais. A diversão do bairro é pipa, peão, bola. Computador ainda é pouco. A molecada fala com gírias, briga por bobagem, grita, sai na porrada, responde alto... A sexualidade parece ser induzida como auto-afirmação juvenil, necessária. Os tiroteios são frequentes. Os pais não estavam preparados nem para ser filhos – assim me parece -! e já vão se tornando avós.

Meu trabalho até aqui seguiu com uma preocupação em especial: o entendimento de todos. Obras populares, rápidas, como a antiga “literatura de bonde”, coisa prática para ser lida por qualquer um. Eu queria ver aquelas pessoas do meu bairro com livros nas mãos, queria realmente ajudar, comecei a ver que algumas escritas são tão técnicas e rebuscadas que jamais seriam lidas por aquela gente. Eu precisava fazer alguma coisa. De que adianta ter talento se não faço nada como homem? Escrever o quê? De que adianta ver uma pilha de elogios vindos do topo, quando se sente que as resenhas de baixo aqueceriam mais. De que adianta dizer que se é inteligente, se essa inteligência está encubada no ego melindroso do EU? Um sábio egoísta, um discriminatório pedante, um elitista bundão, coito interrompido do avanço nacional?! Qual é a inteligência de escrever para quem escreve, e no fim escrever de mãos dadas para ninguém? Há inteligência nobre em omitir o bem, em fazer-se bondosa luz de abajur, quando a luz do bem pode estar em tudo?! Quem sou eu dentro disso, afinal?!
Uma Ameba Selvagem... Nascia o primeiro livro de prosa com aspecto popular, seguido por outro de poemas.

Para quem já leu A Morte do Cozinheiro, aqui vai uma revelação: O vocabulário narrativo é uma sátira. Foi de sacanagem mesmo que o Luiz se rebuscou tanto para explicar seus feitos, sendo ele um literário egocêntrico. Chiste matável, ignóbeis gestos de educação, momento fulcral, e por aí vai...

Para quem me escreve dizendo que esse livro foi um escarro torto querendo ser Machado de Assis... Palmas! Acertou quase na mosca (na picadura do mosquito, talvez)! Mas seria, como sátira, um Machadinho Moderno, desses que acham Machadão, o grande, um pentelho fino de qualquer gringo best-seller, por exemplo.

- Allanzão, quando é que sai o teu próximo livro?
- Não sei... Acho que esses putos estão esperando eu morrer... Ou aprender a escrever.
- Você é doido, cara!!
- E quisera ser de barro também! Moldava um escritor com amigos influentes, editores, dinheiro. E menos linguarudo.



Não deixe de participar da promoção 300 PAQUIDERMES (para ganhar todos os meus livros)!! Término: 25/09/2010
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

PROMOÇÃO 300 PAQUIDERMES!


Comemorando a marca significativa de 300 seguidores, o Paquidermes Culturais lança sua primeira promoção: todos os livros publicados por Allan Pitz num sorteio só!
É isso mesmo! O sorteado receberá no conforto de sua casa os livros: Duas Doses e um Bungee Jump (Poemas. Editora WAF Corpos - Portugal),o último exemplar da minha estante. A Fuga das Amebas Selvagens (Contos piadas, crônicas, cenas. Editora livro Novo), Visões Comuns de um Porco Esquartejado (Poemas), e o aclamado e contestado A Morte do Cozinheiro (Romance, história de ficção, novela gótica poética, guia sobre o ciúme assassino...). Não deixe de participar e divulgar!!



Duração: 24/08/2010 até 25/09/2010
As regras: 1 - Ser seguidor do Paquidermes Culturais.
2 - Divulgar a promoção em seu blog, site, twitter, orkut ou facebook.
3 - Responder à ficha de inscrição corretamente.
4 - Estar ciente de que a promoção é aberta para qualquer pessoa natural dos países de língua portuguesa.
5 - Depois de preencher a ficha, deixe o seguinte comentário na postagem: Quero ganhar todos os livros de Allan Pitz. E deixe também um e-mail para contato.
6 - O sorteado terá quatro dias para responder ao contato por e-mail.
O Resultado será divulgado no dia 26/09/2010.




Participem! Boa sorte!











Todos os livros estão cadastrados no site Skoob.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

5 Poemas Selecionados: Vinícius de Morais, Florbela Espanca e Cecília Meireles.

Vinícius de Morais


Soneto da Fidelidade

E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


A Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada


Florbela Espanca


Alma perdida

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...



Sem remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!



Cecília Meireles


Traze-me

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo - esperança!
-Vê que nem sequer sonho - amor!



PROMOÇÃO ESPECIAL 300 PAQUIDERMES! AGUARDEM!
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O óbvio que ignoramos – Jacob Pétry



É com imenso orgulho que o Paquidermes Culturais inicia uma série de matérias sobre o fantástico livro O óbvio que ignoramos, do amigo autor Jacob Pétry. Em breve teremos muitas novidades para os seguidores do blog!


Apresentação do livro:
Quem nunca ouviu a expressão “nasceu para brilhar”? Pergunte a cem pessoas e, certamente, todas concordarão que Gisele Bündchen nasceu para brilhar. Você acredita nisso, contudo? No livro O óbvio que ignoramos, Jacob Pétry, jornalista, filósofo e consultor renomado que vive nos Estados Unidos, nos dá a outra versão da história. O sucesso de Gisele, como de tantos outros, é o fruto da valorização da paixão, aprimorada com conhecimento, técnica e prática. Compreender esse processo é apenas uma das grandes lições apresentadas no livro.
Para o autor, existe uma vontade natural em cada um de nós. Essa vontade faz com que toda pessoa queira, naturalmente, ser tudo que ela é capaz de se tornar. Esse desejo é inerente a natureza humana. “Não podemos evitar querer ser tudo que podemos ser”, ele argumenta. “Onde quer que exista um talento suprimido, ou uma habilidade não desenvolvida, existe uma pessoa insatisfeita e desmotivada”, escreve. No livro Pétry ensina como descobrir essa vontade, isolá-la e transformá-lo num sucesso.

O livro é recheado de histórias sobre pessoas que seguiram essa fórmula e atingiram sucesso extraordinário, como Gisele Bündchen, John Kennedy, Sylvester Stallone, a escritora Elizabeth Gilbert, Os Beatles, Bill Gates e até mesmo Albert Einstein. Pétry ensina que para obter sucesso você precisa começar a pensar como as pessoas de sucesso. Ele explica que as pessoas altamente bem-sucedidas, em geral, são exatamente como nós. A única diferença é a visão que elas possuem sobre elas mesmas. “Elas se forçam a superar determinadas situações e insistem em dizer para si mesmas que são capazes de fazê-lo”, ele escreve. O problema é que a maioria de nós não possui conhecimento de como isso funciona. Através de princípios, exemplos e práticas, Pétry nos dá uma compreensão clara de como esse processo ocorre e o que é necessário para desenvolvê-lo.

As dez questões básicas que o autor esclarece no livro:

1- QUAL É O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS PESSOAS QUE ALCANÇAM O SUCESSO

2- POR QUE UM GRANDE NÚMERO DE OPORTUNIDADES QUASE SEMPRE SE TORNA A CAUSA PRINCIPAL DO FRACASSO

3- POR QUE TANTAS PESSOAS COM SUCESSO EXTRAORDINÁRIO VIVEM INSATISFEITAS E INFELIZES. COMO ALCANÇAR O SUCESSO E A FELICIDADE AO MESMO TEMPO

4- COMO UMA FÓRMULA SIMPLES PODE FAZER UMA GRANDE DIFERENÇA NOS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS DA VIDA
5- POR QUE DIANTE DE SITUAÇÕES DIFICEIS CERTAS PESSOAS SE TORNAM MAIS FORTES, MAIS CONFIANTES E MAIS SEGURAS, ENQUANTO OUTRAS SIMPLESMENTE DESABAM

6- POR QUE PESSOAS SIMPLES CONSEGUEM RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS ENQUANTO MUITOS SUPERDOTADOS ALCANÇAM RESULTADOS MEDÍOCRES

7- POR QUE É TÃO DIFICIL MUDAR QUANDO COLECIONAMOS ERROS E COMO PODEMOS ALTERAR ESSE QUADRO

8 – A IMPORTÂNCIA DE MANTER SEU FOCO NO GERENCIAMENTO DE SUAS ENERGIAS E NÃO DO SEU TEMPO

9-COMO A FORMA DE PENSAR INTERFERE NOS RESULTADOS QUE VOCÊ BUSCA

10- QUANDO O SACRIFÍCIO E A DEDICAÇÃO SÃO OS FATORES MAIS REVELANTES PARA ALCANÇAR O SUCESSO


O ÓBVIO QUE IGNORAMOS
AUTOR: JACÓB PÉTRY
EDITORA: LUA DE PAPEL/Leya
QUANTO; R$ 34,90 ( 232 PÁGS)

SOBRE O AUTOR:
JACOB J. PÉTRY é jornalista brasileiro radicado nos Estados Unidos. É autor dos livros O céu é de pedra, Ilusões Rebeldes, As Gêmeas, e O enigma da mudança, (este em coautoria com o sociólogo Valdir Bündchen). Especializou-se em filosofia, com enfoque em Karl Popper. Atualmente vive em Nova Jersey.
www.jacobpetry.com





(Já pensou ganhar todos os livros do Allan Pitz de uma só vez...? Vem aí a promoção 300 PAQUIDERMES! Aguardem.)
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Charles Bukowski - O pai dos pobres


Henry Charles Bukowski Jr
16 de Agosto de 1920 / 9 de Março de 1994

Link wikipédia: http://pt.wikipedia.org

Nascido na Alemanha, filho de um soldado americano, se mudou ainda criança para os EUA com seus pais. Foram primeiro para Baltimore em 1923, mas depois disso se mudaram para o subúrbio de Los Angeles. Foi uma criança atormentada por um pai extremamente autoritário e frustrado, que descontava os seus problemas o espancando pelos motivos mais fúteis. Quando atingiu a adolescência, somou-se a este problema o fato de ter o rosto e toda a parte superior do corpo literalmente tomada por inflamações que o obrigaram a submeter-se a tratamentos médicos no hospital público de sua cidade. Na escola, a situação também não é das melhores, tendo poucos amigos e sendo sempre o penúltimo a ser escolhido para o time de beisebol.

A falta de carinho familiar e a humilhação de ter um rosto deformado obrigam-no a fugir. Abandonou a escola para só voltar um ano depois. Neste meio tempo descobriu duas coisas que o ajudaram a tornar a sua vida suportável: o álcool e os livros. Teve problemas com alcoolismo e trabalhou em empregos temporários em várias cidades americanas, como carteiro, frentista e motorista de caminhão, apesar de ter estudado jornalismo sem nunca se formar. Bukowski começou a escrever poesias aos 15 anos mas seu primeiro livro somente foi publicado 20 anos depois, em 1955. Em 1962 estreou na prosa caracterizada pela descrição de sua vida pessoal. Escreveu, entre outros livros, "Mulheres", "Hollywood" e "Cartas na Rua".

Iniciou assim uma vida errante, bebendo em excesso e escrevendo alucinadamente. Os produtos destas noites e mais noites de trabalho eram enviados para as mais diversas publicações literárias independentes dos Estados Unidos, mas quase sempre recusados. A editora da revista Harlequin, Barbara Frye, no entanto, estava convencida de que Bukowski era um gênio. Começaram a se corresponder e, em determinado momento, Frye declarou que nenhum homem nunca se casaria com ela. Bukowski respondeu simplesmente: "Eu me casarei". Casaram-se logo depois de se conhecerem pessoalmente. Mas tão rápido quanto se conheceram, separaram-se.


Até este momento, Charles Bukowski era apenas um poeta iniciante - apesar de ter quase quarenta anos. Mas foi a partir de sua separação que começou a surgir a imagem de Bukowski que o tornaria famoso, seu alterego Henry Chinaski. Jim Christy, autor do livro The Buk Book, disse em uma vez que "ele havia sido um vagabundo, um imprestável, um proletário, um bêbado; bem, que fosse. Claro, outros trabalharam o mesmo território, mas o que diferenciava Bukowski do resto deles - os Knut Hamsun, Jack London, Maxim Gorky e Jim Tully - era que Bukowski era engraçado." Trabalhando esta imagem, Bukowski conseguiu criar um mito ao seu redor.

Tendo Ernest Hemingway e Fiódor Dostoiévski como principais influências. Com o escritor russo ele aprendeu: "Quem não quer matar seu pai"? O complexo de Édipo rodeia Chinaski por toda a obra. "Ele" é o cara sacana, "Ele" é o responsável por seu sofrimento, "Ele merece" morrer. Esse ódio por seu pai (na realidade um alcoólatra violento) permeia toda a obra do velho "Buk". Essa capacidade de transformar o dia a dia em poesia, de pegar as bebedeiras triviais, as angústias adolescentes e transformá-las em arte é a mágica de Bukowski.

Repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia. Esses são alguns dos sentimentos que mais inspiraram Charles Bukowski, alemão que passou a vida nos becos dos Estados Unidos, na composição de toda sua obra. Cada poesia, cada romance e cada conto do escritor traz um pouco da vida do "Velho Safado", como ficou conhecido no mundo inteiro. E Howard Sounes é prova disso. O jornalista inglês assina "Charles Bukowski - Vida e loucuras de um Velho Safado" (Ed. Conrad); biografia considerada uma das mais completas e sérias do gênero.


Funcionário dos Correios até os 49 anos, Bukowski sonhou a vida inteira em ser reconhecido pelo seu trabalho como escritor. Dono de um talento nato, o poeta usava a simplicidade e a singularidade dos fatos mais rotineiros e transformava o cotidiano em obra de arte. Inconformado e, sempre, com uma garrafa na mão, ele sentava em sua antiga máquina de escrever e, com uma sutileza surpreendente, deixava fluir seus pensamentos sem censura alguma. Bukowski vivia em um mundo atormentado e distorcido, totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade de sua época. O escritor nunca fez questão de esconder que seus trabalhos eram, quase sempre, autobiográficos. E sua falta de discrição era tão grande, que durante toda vida teve de lidar com a quebra de laços de amizade. Ele citava, sem qualquer preocupação, nomes e, quando muito inspirado, fazia duras críticas às pessoas que o cercavam. Algumas vezes os personagens "nada fictícios" ficavam sabendo das peripécias do poeta bêbado após a publicação dos textos.

Sua obra surtiu tanto efeito que alguns de seus contos e romances acabaram sendo adaptados para o cinema por alguns diretores. Inclusive, o próprio Bukowski recebeu diversos convites para escrever argumentos, apesar de assumir que nunca gostou muito de filmes.

Bukowski tem sido erroneamente identificado com a Geração Beat, por certos temas e estilo correlatos, mas sua vida e obra nunca mostraram essa inclinação. A cidade de Los Angeles, suas ruas e atmosfera, foram sua principal influência, tratando de histórias com temas simples, misturando, por exemplo, corridas de cavalo, prostitutas e música clássica. Ele escreveu mais de 50 livros, sem contar milhares de publicações baratas.

Uma de suas principais atividades durante anos foi a leitura de suas poesias em universidades e eventos culturais. Sua leitura debochada às vezes provocava escândalos e brigas com a plateia, algumas delas registradas em áudio. Já nos anos 1980, Bukowski desfrutou de certa fama, convivendo com artistas e tornando-se uma celebridade. Ele morreu de leucemia aos 73 anos, em 9 de Março de 1994, e em seu túmulo se lê "Don't Try", "Nem Tente" em português.

Com o tempo, apareceram alguns herdeiros seus na literatura, principalmente na questão do estilo violento e despudorado de sua linguagem, e que acabou inclusive tendo desdobramentos no cinema. Mas poucos são aqueles que como ele, vivenciaram e permaneceram com naturalidade na sarjeta, fazendo dela sua fonte de inspiração. De todo aquele inferno imundo e fedido, Bukowski fez o seu paraíso


A famosa lápide: "Don't Try", "Nem Tente" em português. Alguma mensagem?
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domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre nossos reflexos



Eu juro, não enganarei você essa noite.
Talvez eu invente histórias
Talvez eu embale sonhos
Talvez eu desaponte
Como sempre
Nas pequenas coisas,
(E grandes viagens)
Mas...
Eu juro,
Não enganarei você essa noite.

Talvez eu mude o tom
Talvez eu seja o som
De repente
(Sabe Deus)
Eu me esqueça da mente o teu beijo
A saliva
O batom!
O gosto...


Talvez eu esteja tímido, trêmulo...
Incerto
Incoerente
Bipolar
Em ascensão
Decadente
Ou careca!
(calva desilusão)

...

Mas eu Juro, meu amor,
Eu juro sobre nossos reflexos:
Não enganarei você essa noite.


(Parte do livro de poemas Por Culpa do Sol. Nome provisório)
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Projeto EFEB – Editora Federal Brasileira



Seria um sonho?

Já que estamos em época de eleições, vale a pena tentar transmitir alguma ideia para a próxima safra de governantes que vem por aí. Andei pensando muito num projeto para ajudar os escritores, algo que o governo possa interferir e lucrar, simples de executar, e com resultado eficiente para ambas as partes. Surgiu a EFEB - Editora Federal Brasileira.

Lei Machado de Assis de Incentivo e Disseminação da Literatura Brasileira. Projeto EFEB.

1- A EFEB é uma editora governamental controlada diretamente pelo Ministério da Cultura e suas ramificações. Caberá à EFEB a publicação exclusiva de autores nacionais, para comercialização em livrarias conveniadas, fornecimento às bibliotecas públicas, e criação contínua de materiais didáticos próprios para as escolas.

2 – Deverá a EFEB facilitar a publicação de qualquer escritor brasileiro, tendo como fator irrelevante o seu poder aquisitivo. O livro será recebido para análise por carta ou e-mail, sem nenhuma grande exigência burocrática. Se consistir valor, o livro será publicado em prazo máximo de dois meses.

3 – A EFEB acredita que o escritor de talento pode estar em qualquer lugar de um país continental como o nosso. Todas as ações da Editora devem proporcionar a plena igualdade. O valor do escritor estará exclusivamente no valor de seus escritos e pensares.

4 – A EFEB deverá ter sua equipe formada por profissionais qualificados, selecionados através de concursos públicos e seleção competente.

5 – É intenção da EFEB assinar acordos e levar seus livros para outros países que tiverem contratos comerciais vigentes firmados com o Brasil, inclusive livros em edição bilíngue, para maior divulgação do idioma português no mundo.

6 – A formação de uma editora igualitária governamental impedirá qualquer formação de cartel, no presente e no futuro, e dará aos escritores, abastados ou não, a mesma possibilidade de construir sólida carreira e ajudar a pátria.

7- A EFEB firma contrato padrão, onde o autor recebe quinze por cento sobre os direitos de capa dos livros. O Autor poderá, ainda, ser escritor exclusivo da EFEB, recebendo direitos de imagem em propagandas internas e externas.

8 – O dinheiro arrecadado pela EFEB deverá servir para melhoramentos internos, investimentos na área literária, e demais interesses de expansão da EFEB.

9 – Deverão as grandes livrarias, reservar um espaço destacado para os livros nacionais (da EFEB ou não), sendo esse espaço correspondente a quarenta por cento da vitrine principal, e trinta e cinco por cento (mínimo) de seus títulos disponíveis na prateleira.

10 – As livrarias que entrarem em acordo com a EFEB em sua proposta, receberão alguns abatimentos importantes no valor dos impostos básicos.

11 - A EFEB é administrada pelo governo federal, o que não impedirá as parcerias com as secretarias estaduais para lojas e bibliotecas EFEB (priorizando as áreas consideradas de risco, resgatando e integrando, oferecendo cursos e oficinas culturais).

12 – A EFEB estará sempre aberta à expansão, contudo, nada deve interferir no núcleo fundamental de sua criação, que é publicar de forma igualitária e justa o que tiver de melhor na literatura de nosso país.



Gostou da revolução? Repasse a ideia.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Saudades do verão? 100 Praias que valem a viagem!


Está com saudades do verão? Ainda não sabe para onde ir nas férias?
O Paquidermes recomenda 100 praias que valem a viagem, livro para deixar os mochileiros de plantão, e todos aqueles que adoram praia, com água na boca.

Título: 100 praias que valem a viagem
Autor: Ricardo Freire
Editora: Globo
Gênero: Viagem e Turismo
Páginas: 392
Formato: 12,5 x 20,5 cm
ISBN: 978-85-250-4618-5


Sinopse:
O dólar subiu? 100 praias que valem a viagem: uma seleção das praias mais gostosas do Brasil, de Ricardo Freire, traz a solução para as melhores férias em reais.

Ninguém entende tanto de praias no Brasil quanto o blogueiro, jornalista de viagem e autor de guias Ricardo Freire. Desde 1999, ele já percorreu toda a costa brasileira quatro vezes (e apenas o Nordeste, seis vezes). Seu guia Freire’s Brasil Praias, de 2001, influenciou tudo o que se escreveu depois sobre praias do Brasil.

Em 100 praias que valem a viagem, Freire ensina o caminho das areias mais interessantes do nosso litoral, do Pará ao Rio Grande do Sul – estejam elas em cidades, em vilarejos ou isoladas. Em todas elas, Freire explica como chegar, avisa quando ir, recomenda onde se hospedar (seja em hotéis, pousadas ou resorts) e dá as dicas mais quentes do que fazer.

As 100 selecionadas ainda estão classificadas da maneira mais brasileira possível: em vez de estrelas ou guarda-sóis, são chinelinhos de dedo. Vinte e três ganharam a cotação máxima de três chinelinhos


Link para compra:
http://globolivros.globo.com

Link Skoob:
http://skoob.com.br/livro/2221













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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

21ª Bienal do Livro aposta no público jovem

Divulgando matéria bem interessante que saiu no site Entretenimento R7
Link original da matéria em http://entretenimento.r7.com/jovem


Foto de divulgação/Paris Filmes

Acontece entre os dias 12 e 22 de agosto a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão do Anhembi. Neste ano, a organização do evento resolveu investir na literatura infantojuvenil e, principalmente, nos livros que envolvem o vampirismo, tema que está em alta entre os adolescentes por causa da saga Crepúsculo.

Cerca de 80 convidados brasileiros e estrangeiros participam de discussões divididas em 40 mesas, que abordam debates sobre lusofonia, livros digitais, formação do escritor, imagem da produção literária brasileira no exterior, influência das novas tecnologias na escrita, além dos dois grandes homenageados do evento: Monteiro Lobato, Clarice Lispector.

A abertura do evento ocorre na sexta-feira (13), data temida pelos superticiosos, com a presença de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Em seguida, os escritores André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon respondem à questão: Por que o mito do vampiro continua vivo?. Ás 19h do mesmo dia, Dacre Stoker, sobrinho-bisneto de Bram Stoker, autor de Drácula, fala do seu livro Drácula, o morto-vivo, uma sequência do clássico literário criado por seu familiar.

No sábado (14), às 17h, o criador de A Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, e o escritor Rubem Alves falam das suas parcerias nos livros Pinóquio às Avessas e A Menina e o Pássaro Encantado. Já o domingo (15) começa com o criador do Menino Maluquinho, Ziraldo, e, na segunda mesa do dia, a autora de Fala sério, mãe! e Fala sério, professor!, Thalita Rebouças, conta como realizou o sonho de ser uma escritora.

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Quando: de 12 a 22 de agosto de 2010, das 10h às 22h
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi - av. Olavo Fontoura, 1.209. São Paulo (SP)
Quanto: R$ 10 (grátis para professores, profissionais do livro, bibliotecários, estudantes incluídos no programa de visitação escolar programada, maiores de 65 anos e crianças com até cinco anos)
Informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br
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Clandestino



Em noites sem gala nem festa
Nas voltas de um redemoinho
Quisera eu falar de amor;
Quem me dera
Existir caminho.

Quisera ser a nuvem doida
Voando sem traçar destino!
Sonhara em ser um clandestino,
Por céus que ninguém mais pisou.

E quisera ver o mar de trigos,
(Sementes a raiar por sol)
As juntas de um ombro amigo;
As pétalas,
Em luz arrebol.

E quem me dera navegar os mares,
Infinitos mares,
A descobrir tudo
Outra vez!
Quem me dera...

Pois hoje,
Clandestino,
Nas voltas de um redemoinho,
Quem me dera o mundo todo outra vez.
Quem me dera.


(Do livro A Floresta Enigmática das Cerejas Mecânicas)
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sábado, 7 de agosto de 2010

Seth Macfarlane - O humor sem barreiras.



Neste vídeo, o personagem Peter Griffin (Uma Família da Pesada - Family Guy), criado pelo genial Seth Macfarlane, canta uma música "homenageando" o filme O Segredo de Brokeback Mountain, onde enfatiza a palavra sodomia. Reparem bem nesses desenhos que "sacaneiam sem limites"... Isso acaba incluindo, talvez normalizando, a situação das minorias. A liberdade é tanta, que as pessoas se adaptam ao diferente: nada mais é anormal, distante, tudo faz parte de um contexto só, e assim deve ser.

Se bem que para muitos, em momentos como esse (ao som do hit Sodomia), o desenho esquece totalmente o tal código ético silencioso que deve existir. Seria esse o motivo de tamanho sucesso? Será que algo do gênero, feito por um cartunista animador brasileiro, passaria ileso por cansativos processos judiciais?


Sodomia: Sodomia é uma palavra de origem bíblica usada para designar as perversões sexuais, com ênfase para o sexo anal, que pode ser entre homossexuais ou heterossexuais. A palavra sodomia tem origem na descrição bíblica da destruição de Sodoma e Gomorra. Origem Wikipedia
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bailarinos de CO2




Sorria, rapaz! Sorria! És tão jovem,
tão disposto,
és corado,
tão talentoso,
esqueça o que te afeta o juízo!
Sorria!

Erga-te firme sobre o pescoço
a cintilar seu topete formoso
aos tóxicos bailarinos de CO2!

Renasça tenro, aproveite,
pense como o velho,
no deleite,
que já teve muito da carne,
mas não terá nada depois.

Sorria da coisa mais boba,
sorria da caça à raposa,
sorria da explosão lunar!

Sorria do bom e mau filho,
sorria do fio empecilho
que te força sorrindo a escorregar.

Sorria da corja assassina,
sorria de dor na neblina,
sorria da bala vespertina,
sorria do Coronel Pó de Ervas!

Sorria enquanto é só um jovem!
Aproveite, enquanto é só um jovem...!

E depois, já cansado,
fadigado, entediado,
diga que gostaria muitíssimo de ajudar a humanidade,
mas a velhice, infeliz,
lhe furtou as pernas.


(Do livro A Floresta Enigmática das Cerejas Mecânicas)
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cinema Cultura



Hoje tenho o prazer de apresentar aos leitores (muitos já devem conhecer) um blog que é um verdadeiro tesouro para os aficcionados por cinema, o cinemacultura.blogspot.com! Lá poderemos encontrar obras clássicas dos maiores cineastas do mundo, numa lista memorável disponibilizada para download, incluindo nomes como David Lynch, Jean-Luc Godart, Francis Ford Coppola, Pedro Almodóvar, Woody Allen, Glauber Rocha, Martin Scorsese, Alfred Hitchcock e muitos outros.
Realmente imperdível para quem ama cinema, achei o blog na sexta-feira e estou comemorando até agora! Viva a internet rápida!

Ótimos filmes, portanto, não esqueçam a pipoca.
http://cinemacultura.blogspot.com


Alguns exemplos do acervo:

Acossado (1960)

SINOPSE: Filme mito de Godard, filme ícone da Nouvelle Vague, filme símbolo de uma revolução que ultrapassa o cinema e percorre os circuitos da juventude, da moda. Acossado é o único filme de Godard que conseguiu superar o estigma de secto que seus filmes têm: odiados por muitos e amado por poucos. Muito se fala a respeito disso: que o mérito é do roteiro de Truffaut, que Godard ainda não era tão pedante, que ainda era compreensível, etc. Na verdade Acossado não é nada disso. Longe de ser um filme "jovem" (como Trainspotting ou Pulp Fiction), o primeiro filme de Jean-Luc Godard já é um denso ensaio sobre todas as preocupações que ocuparão dali a diante todo o seu cinema e grande parte do cinema mundial.


Um Homem com uma câmera (1929)

SINOPSE: Grande marco do cinema soviético do período Lenin. Cheloveks Kinoapparatom (título original) é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov. Cópia remasterizada do negativo de 35 mm. Estreado em Pordenone, no Teatro Verdi, em 14 de Outubro de 1995. Produzido para vídeo por David Shepard. Conteúdo especial desta edição 1996 Film Preservation Associates.


O Inquilino (1976)

SINOPSE: Imigrante polonês, recentemente chegado a Paris, aluga quarto em pequeno prédio e se impressiona com a história de que a inquilina anterior se suicidou. Aos poucos, no dia-a-dia, vai se sentindo oprimido e passa a identificar-se com a vítima. Parábola pesada, lúgubre, sobre a rejeição de meios hostis à presença de forasteiros. Polanski fez questão de atuar no papel principal, talvez por identificação. Excelente desempenho de Shelley Winters como a fria e antipática zeladora. Roteiro, produção e direção primorosos. A sequência final é uma obra-prima do sarcasmo em cinema. DIREÇÃO: Roman Polanski


Drácula de Bram Stoker (1992)

SINOPSE:Adaptação do diretor Francis Ford Coppola ao clássico da literatura Drácula, de Bram Stoker. Jonathan Harker (Keanu Reeves) é um jovem advogado que fica aprisionado no castelo do vampiro (interpretado com muita maquiagem por Gary Oldman), enquanto este parte para Londres em busca de um lugar para morar. Lá conhece e se apaixona pela namorada de John, Mina (Winona Ryder), a quem tentará morder para transformá-la em uma de sua espécie.

PREMIAÇÕES

Vencedor do Oscar nas categorias: melhor figurino, melhor maquiagem e melhores efeitos sonoros.


Psicose (1960)

SINOPSE: Jovem foge com o dinheiro da imobiliária onde trabalha e planeja encontrar o amante, mas interrompe a viagem para dormir num velho motel administrado por um estranho rapaz e sua mãe. Clássico de Hitchcock, um dos filmes mais famosos do mestre do suspense, que usou de genialidade em técnica cinematográfica para criar cenas do mais puro terror sem explorar a violência explícita. O roteiro foge do convencional, com poucos diálogos, se desenvolvendo quase que totalmente nas imagens. Uma verdadeira obra-prima.

Carne Trêmula (1997)

SINOPSE: Vida de um entregador de pizza muda totalmente quando ele se apaixona por uma mulher, que acaba ficando com outro. Desesperado, ele acaba atirando no homem, aleijando-o, e vai preso. Quando sai da cadeia, uma rede de emoções volta à tona com vidas marcadas pelo passado. Sexo, amor, obsessão, crime, tragédia: sim, mais um belíssimo filme de Almodóvar.
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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

Obrigado pelo incentivo de todos.