segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Clandestino



Em noites sem gala nem festa
Nas voltas de um redemoinho
Quisera eu falar de amor;
Quem me dera
Existir caminho.

Quisera ser a nuvem doida
Voando sem traçar destino!
Sonhara em ser um clandestino,
Por céus que ninguém mais pisou.

E quisera ver o mar de trigos,
(Sementes a raiar por sol)
As juntas de um ombro amigo;
As pétalas,
Em luz arrebol.

E quem me dera navegar os mares,
Infinitos mares,
A descobrir tudo
Outra vez!
Quem me dera...

Pois hoje,
Clandestino,
Nas voltas de um redemoinho,
Quem me dera o mundo todo outra vez.
Quem me dera.


(Do livro A Floresta Enigmática das Cerejas Mecânicas)

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Este blog surgiu após inúmeras recomendações, broncas, cascudos e beliscões de conhecidos. Aqui está, enfim, um espaço próprio para o escritor Allan Pitz publicar suas "Patavinices", seus textos, seus livros, e tudo o mais que o tempo for lhe guiando e desenvolvendo.

Obrigado pelo incentivo de todos.